O coração do BNB é a diretoria de negócios. Três diretores passaram pelo cargo na gestão de Paulo Câmara. O banco não disputa mercado; apenas opera a aplicação dos recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE).
O FNE dispõe de R$ 52,6 bilhões para aplicação ao longo de 2026 e já projeta um orçamento recorde de R$ 60,9 bilhões para 2027.
O foco está nos pequenos negócios: 62% dos recursos, cerca de R$ 32,6 bilhões em 2026, são direcionados a micro, pequenos e médios negócios e a mini e microprodutores. Os outros 38%, cerca de R$ 20 bilhões em 2026, atendem a empreendimentos de médio e grande porte.
O BNB é responsável por pensar o desenvolvimento, colocando o dinheiro público em bons projetos. Nos últimos tempos, o banco gasta energia em crises. O presidente deixou o cargo e retornou, e as diretorias são negociadas politicamente. A diretoria de negócios não conseguiu tocar seu maior negócio: o financiamento de micro e pequenas empresas em parceria com o Sebrae. As denúncias de direcionamento de licitações são graves, e o TCU teve que intervir.
A indicação de Vicente Aquino para dirigir a área de negócios tem uma explicação: o advogado é craque em gestão. Foi Vicente Aquino quem moralizou a corrupta Anatel, a agência que cuida de rádio, TV e internet.
Vicente Aquino terá pouco tempo para fazer funcionar a área de financiamento de micro e pequenas empresas. A diretoria do banco tem essa missão urgente.
O mercado aplaudiu a decisão do Ministério da Fazenda de nomear um técnico e executivo de excelência para ocupar a diretoria de negócios no grupo liderado por Paulo Câmara, que não conseguiu entender o papel do Banco do Nordeste.
