Era inimaginável prever que, a pouco mais de uma semana da eleição para presidente da República, não houvesse uma indicação clara de quem está à frente, com diferenças entre os candidatos dentro da margem de erro. No caso, Lula e Flávio Bolsonaro.
Talvez, para tentar não repetir os erros das pesquisas para governador e do primeiro turno presidencial, os responsáveis pelos institutos estejam se resguardando. A Quaest tinha até um “homem-show” nos telejornais e noticiários da Globo e da GloboNews. Suas análises e convicções acabaram confrontadas pelos resultados das urnas.
Imaginem a cena: brasileiros diante da televisão, aguardando, no telão, a divulgação da apuração das urnas eletrônicas, que deixaram de ocupar o centro dos ataques da extrema-direita. A mudança chama a atenção: com os ministros Kassio Nunes Marques e André Mendonça na direção do TSE, as críticas desse campo político ao sistema de votação perderam força. As urnas já não parecem representar o mesmo perigo apontado anteriormente.
