O processo de priorização de candidaturas é, muitas vezes, autoritário, por conta da necessidade de eleger representantes para o Congresso Nacional e para as Assembleias Legislativas.
A disputa por aparições no horário reservado aos partidos políticos no rádio e na TV, muitas vezes, deixa mais da metade dos candidatos novatos fora da programação.
Nem sempre isso ocorre por discriminação, mas pela decisão de priorizar projetos. Esses casos são comuns nas disputas para a Câmara Federal e o Senado. Os detentores de mandato são prioridade. Eleger representantes significa dinheiro no caixa dos partidos.
Cada deputado federal ou senador eleito representa cerca de R$ 1,5 milhão do Fundo Partidário, dinheiro utilizado para manter mensalmente os partidos nos estados e municípios.
Outras vezes, a discriminação existe e precisa ser combatida. Os tribunais são o fórum adequado para esses recursos. O presidente de um partido, caso queira, pode favorecer com verbas um candidato de seu interesse. Isso é ilegal.
