O partido político foi criado para juntar pessoas com ideias e formular políticas públicas a serem apresentadas à sociedade e ao eleitor. Seriam pessoas que pensam de forma semelhante sobre política, economia, programas sociais, educação, saúde e segurança.
A legislação criada restringe os partidos ou envolve legendas em “negociatas” para chegar ao poder e não para implantar projetos. Os partidos simplesmente rasgaram estatutos, princípios e a organização em grupo para entrar em negociações nas quais o objetivo é faturar ou chegar ao governo e ao Parlamento a todo custo, negociando o horário de rádio e TV e o Fundo Eleitoral.
No Ceará e em outros 16 estados, somente dois candidatos terão participação no horário gratuito de rádio e TV e estão recebendo verbas do Fundo Eleitoral por conta das amplas alianças. Os candidatos que ficaram fora das alianças reclamam da discriminação.
O mesmo processo ocorre na eleição presidencial. A mídia fora do padrão sustenta a polarização entre Lula e Bolsonaro, eliminando as possibilidades de outras candidaturas. Os grandes partidos sustentam a mídia na internet e conquistam horários no rádio e na TV para manter a polarização, tirando do eleitor o direito de avaliar outras candidaturas. É só observar as intenções de voto de Zema e Caiado.
