domingo, 23 de agosto de 2026

Juristas e ministros do STF e TSE questionam artigos da Lei Eleitoral


O brasileiro comum, o eleitor, não entende por que os partidos políticos existem e não têm candidatos à Presidência da República e aos governos estaduais. Não compreende por que há partidos com grande tempo no horário eleitoral, enquanto outros não podem participar da programação eleitoral.

O eleitor também não entende como candidatos ou presidentes de partidos envolvidos em crimes eleitorais seguem candidatos e dirigindo partidos. Mais complicado ainda: o eleitor não consegue compreender por que a Justiça Eleitoral ainda não tem respostas sobre a utilização das redes sociais no processo eleitoral.

A Lei Eleitoral foi elaborada por deputados, senadores e presidentes de partidos, com participação de ministros do TSE. Na realidade, os grandes interessados, que são os presidentes de partidos e parlamentares, elaboraram a legislação colocando seus interesses, não os do eleitor.

Os sucessivos escândalos sobre compra de votos provocaram uma mudança. Empresas foram proibidas de fazer doações para campanhas. O contribuinte está bancando R$ 5 bilhões para os partidos e outros R$ 2 bilhões para o TSE realizar a eleição.

Os partidos movimentam um caixa invejável, distribuído aos candidatos. Eleitores e juristas também se perguntam sobre a influência do dinheiro de emendas parlamentares na eleição, desequilibrando o processo eleitoral.

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