segunda-feira, 6 de julho de 2026

Há 20 anos, Cid Gomes mudou a história do Ceará


O senador Cid Gomes tinha 43 anos quando foi eleito governador do Ceará pela primeira vez, em 2006. Derrotou o então governador Lúcio Alcântara, que disputava a reeleição, e encerrou um ciclo político ligado ao grupo de Tasso Jereissati, que havia predominado por duas décadas. Iniciava-se uma nova fase da política cearense. Cid consolidou-se como liderança e, hoje, divide esse protagonismo com Camilo Santana, a quem considera o novo líder político do Estado.

Camilo enfrentará, em 2026, seu maior teste político: conduzir a campanha pela reeleição de Elmano de Freitas. O cenário ganhou um ingrediente novo com a decisão de Tasso Jereissati e Ciro Gomes de voltarem ao centro da disputa eleitoral. O Ceará poderá assistir a um novo tira-teima entre os principais grupos políticos do Estado.

O ex-governador Gonzaga Mota, que apoiou Tasso Jereissati em sua primeira eleição para o Governo do Estado, e o ex-governador Lúcio Alcântara não votam em Ciro Gomes nem em candidatos apoiados por Ciro e Tasso.

O eleitor cearense que acompanha a história política sabe que ciclos de poder costumam perder força após cerca de 20 anos, embora possam se prolongar quando liderados por figuras politicamente muito fortes, como José Sarney, no Maranhão; ACM, na Bahia; Renan Calheiros, em Alagoas; Miguel Arraes, em Pernambuco; Getúlio Vargas e Leonel Brizola, no Rio de Janeiro; Tancredo Neves e Juscelino Kubitschek, em Minas Gerais; e Lula, em São Paulo.

A reeleição de Elmano poderá consolidar Camilo Santana como a principal liderança política da nova geração no Ceará e reforçar o papel histórico de Cid Gomes na política estadual. Cid e Camilo têm em comum, além da amizade e da parceria política, resultados expressivos nas áreas da economia e das políticas sociais.

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