sábado, 3 de outubro de 2026

TSE ultrapassa a linha jurídica


A justiça eleitoral, na contramão das regras do jogo político, oferece insegurança jurídica nas suas decisões. É como se um ministro do TSE, escolhido para julgar crimes seguindo a lei eleitoral, fosse se envolvendo na campanha por interesse pessoal. 

Ficou evidente e claro o interesse direto de ministros do TSE na eleição presidencial como cabos eleitorais, ao intervir de maneira forte e decisiva em movimentos de campanha, coisa comum para o eleitor. O TSE acaba criando fatos relevantes em que o eleitor enxerga um episódio natural.

As regras dos debates, formatadas em reuniões com representantes de partidos, acabam prejudicando as emissoras e os próprios candidatos.

O leitor Edvando Nogueira Castro escreveu para a coluna: “Por que não pode ser um debate com dois candidatos? A lei diz que, para participar do debate, o candidato deve pertencer a um partido que tem representação no Congresso, mas não diz qual formato. Então, por que o formato não pode ser Lula x Flávio? Flávio x Caiado? Augusto Cury x Lula?”.

O questionamento do leitor tem lógica. É insuportável a burocracia dos debates, com um formato baseado em regras que engessam o processo. É preciso um formato que permita evolução.

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