O bate-boca nas redes sociais gira em torno do voto em massa dos nordestinos no presidente Lula. O debate ocorre a cada vitória de Lula. Agora, está mais radical.
Paulistas, gaúchos, catarinenses e paranaenses não aceitam que os nordestinos votem em Lula e partiram para ataques fora do campo da política, usando homofobia, xenofobia e termos chulos e ofensivos. Não é natural ouvir isso calado.
O debate ganhou proporções indesejáveis e caiu no campo da baixaria. Não é bom para a nação, por exemplo, propor a separação por região, destruindo o federalismo brasileiro, que propicia a convivência entre os estados e a União.
Ganhar ou perder uma eleição faz parte da disputa entre candidatos e eleitores. O extremismo deve ser combatido. Precisamos aprender a ler os programas de governo registrados em cartórios. O ódio e o preconceito não devem orientar nossas escolhas.
