segunda-feira, 26 de outubro de 2026

No Ceará, a união de direita foi derrotada, mas fez crescer a votação, uma de suas metas


No Ceará, Valdemar Costa Neto e Jair Bolsonaro fisgaram Ciro Gomes. Construíram uma ampla aliança de direita. Ciro tem história com a direita no passado: foi da Arena e do PDS, partidos de sustentação da ditadura. Ciro não ficou sempre na direita; passou para o campo da esquerda.

Na aproximação com Ciro, Valdemar e Bolsonaro usaram o talento do deputado André Fernandes, que se aproximou de Ciro na campanha para prefeito, quando Ciro apoiou André Fernandes, sem anunciar apoio público. Deu tudo certo.

O projeto só errou porque não conseguiu unir todos os nomes no mesmo espaço, por conta das diferenças políticas e dos problemas insanáveis. A guerra política era travada com adjetivos que desqualificavam os adversários. Líderes como Camilo Santana, Elmano e Cid reagiram no campo da internet, paraíso da direita.

Chagas Vieira se tornou influenciador, criou outros influenciadores e foi para o enfrentamento nas redes sociais, no combate a Ciro Gomes, André Fernandes e Capitão Wagner. Foi a maior troca de acusações e denúncias da história política do Ceará.

No final, Elmano foi reeleito e levou as duas vagas ao Senado, com Luizianne Lins e Cid Gomes. Valdemar e Bolsonaro atingiram uma das metas: aumentaram a votação no Ceará.


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