sábado, 5 de setembro de 2026

Presidente do STF age para pacificar a crise


O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, abriu um procedimento e determinou que Alexandre de Moraes, André Mendonça, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, prestem esclarecimentos no prazo de cinco dias.

Alexandre de Moraes dobra a aposta e pede a investigação de André Mendonça. A briga ganha contornos pessoais, e o embate entre os dois ministros passa ao centro da pauta.

A primeira impressão deixada pela atual crise é a de uma Corte fragilizada por suspeitas graves. Até que os fatos sejam esclarecidos, porém, é indispensável distinguir relações, contratos e alegações de crimes efetivamente comprovados.

Entre os episódios revelados estão o contrato de R$ 131 milhões firmado pelo Banco Master com o escritório da esposa de Alexandre de Moraes e o financiamento de cerca de R$ 134 milhões negociado por Flávio Bolsonaro para um filme sobre Jair Bolsonaro. Em uma proposta de delação rejeitada, Vorcaro também fez alegações sobre valores destinados às campanhas de Jair Bolsonaro e Tarcísio de Freitas. As acusações foram negadas pelos citados. Todos temem o que Vorcaro ainda possa revelar. Seu depoimento pode aprofundar a crise em Brasília.


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