O ruralista Ronaldo Caiado, até aqui, tem tido o melhor desempenho como candidato a presidente. Faz a crítica e joga para o público sua proposta para resolver o problema. É o roteiro correto.
Caiado não esconde seu passado como fundador da UDR, entidade que propõe a violência no campo, mas omite seus atos como dirigente ruralista violento. Caiado amadureceu, sabe que não pode portar um fuzil e dizer quem vive ou quem morre, porque a lei tem o poder e entidades de direitos humanos condenam posturas autoritárias.
A sociedade está acompanhando o início da campanha. Cerca de 42% dos eleitores de direita não decidiram em quem votar. Caiado busca esse eleitor. Sua perspectiva de crescer o fez demitir seu marqueteiro, que defendia cuidados para manter alinhamento com candidatos de direita e extrema direita. Caiado quer ser candidato livre de acordos.
