No debate eleitoral, surgiu um fato de censura política que agride a história, na visão dos responsáveis pelo livro que conta a história do Brasil em 200 anos: a Comissão Especial dos 200 Anos do Congresso Nacional decidiu trocar “ditadura” por “governos de generais” e riscar o fechamento do Congresso Nacional. Pior: após debate com historiadores, deputados jogaram o projeto do livro na lata do lixo.
São membros da Comissão Especial dos 200 Anos do Congresso: Lafayette de Andrada (PL-MG), presidente; Aécio Neves (PSDB-MG); Afonso Motta (PDT-RS); Arlindo Chinaglia (PT-SP); Caroline de Toni (PL-SC); Joaquim Passarinho (PL-PA); Laura Carneiro (PSD-RJ); Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP); Mauro Benevides Filho (PSDB-CE); Orlando Silva (PCdoB-SP); Patrus Ananias (PT-MG); Paulo Magalhães (PSD-BA); Roberta Roma (PL-BA); Roseana Sarney (MDB-MA); e Soraya Santos (PL-RJ).
Contexto da polêmica: historiadores e organizadores da coletânea denunciaram que a comissão exigiu a supressão ou alteração de trechos da obra — incluindo a troca do termo “ditadura militar” por “regime militar” e cortes em debates sobre povos indígenas e o marco temporal —, o que levou ao impasse e ao cancelamento da publicação pela Edições Câmara.
A posição da Câmara: a Casa negou a acusação de censura, argumentando que o processo tratou de discussões editoriais de rotina e que a publicação da obra deixou de ser prioridade após o encerramento do ciclo comemorativo do bicentenário.
