O prefeito de Quixadá, Ricardo Silveira, solicitou ao Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS) uma parceria para administrar o entorno do Açude do Cedro e a barragem, que se encontram em estado de degradação.
O DNOCS negou a parceria e enviou uma resposta de tom grosseiro ao prefeito. No texto, o órgão afirma que o açude integra o patrimônio histórico nacional e compara a entrega da administração da área à Prefeitura de Quixadá à entrega da Amazônia a países estrangeiros. Uma manifestação incompatível com a cordialidade exigida no serviço público.
Localizado em Quixadá, no Ceará, o Açude do Cedro foi a primeira grande obra hídrica pública construída no Brasil para o combate às secas. Planejado após a grande estiagem de 1877, por ordem do imperador Dom Pedro II, teve suas obras iniciadas no final do século XIX. O reservatório foi concluído em 1906, já no período republicano.
O açude possui capacidade para acumular cerca de 125 milhões de metros cúbicos de água. Está situado entre impressionantes formações rochosas e tem como cenário a famosa Pedra da Galinha Choca.
A parede da barragem, em arco de alvenaria de pedra, representa um marco da engenharia nacional. O guarda-corpo de ferro instalado no coroamento foi produzido por uma empresa escocesa em 1906.
O local atrai turistas, estudiosos, historiadores e moradores da região para passeios, contemplação da natureza e consumo da culinária regional nos estabelecimentos dos arredores.
