domingo, 19 de julho de 2026

Federais vão para cima de deputados e senadores atrás do dinheiro das emendas


A Polícia Federal investiga um esquema segundo o qual parte dos recursos das emendas parlamentares — emendas Pix, individuais, de comissão, de bancada e de liderança — teria sido liberada sem a correspondente execução dos serviços previstos. A suspeita é de um amplo esquema de desvio de recursos públicos.

Segundo as investigações, as emendas são liberadas e os recursos chegam formalmente ao destino. No entanto, obras não são executadas, entidades não recebem os valores previstos e eventos não são realizados. Há notas fiscais e documentação, mas os serviços não teriam sido prestados. Para os investigadores, parte do dinheiro teria sido desviada para pessoas ligadas aos parlamentares. A acusação é considerada grave.

Foi nesse contexto que a Polícia Federal chegou ao presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto. Ao justificar sua atuação, ele afirmou: “Eu destinei as emendas porque os deputados não tinham para quem mandar.”

Ao longo das investigações, a Polícia Federal também passou a analisar a evolução patrimonial de agentes políticos. Segundo investigadores, há casos de deputados e senadores que ampliaram significativamente seus patrimônios, com investimentos em atividades ligadas ao agronegócio, especialmente em regiões produtoras de gado, soja, milho e sorgo.

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