quarta-feira, 29 de julho de 2026

Eleições sendo definidas por poucos votos

Dilma Rousseff venceu Aécio Neves por uma diferença de três milhões e meio de votos, pouco mais de 3%. Lula venceu Bolsonaro por uma diferença de dois milhões e cem mil votos, cerca de 2% do total. Em 1989, Collor venceu a eleição no segundo turno com 53% dos votos. A diferença foi de cerca de quatro milhões de votos. A maior vitória em uma eleição presidencial foi a de Dilma Rousseff sobre José Serra, com aproximadamente 13 milhões de votos de vantagem.

A cada eleição, a polarização aumenta e as vitórias ocorrem com diferenças pequenas em termos percentuais, mas gigantescas em número de votos. Imaginem vencer uma eleição por dois, três ou quatro milhões de votos. O percentual pode parecer pequeno, mas basta imaginar uma cidade com dois ou três milhões de habitantes.

No Ceará, as vitórias dos candidatos da base governista para o Governo do Estado, em alguns momentos da história, foram bastante expressivas. Gonzaga Mota venceu Mauro Benevides com mais de 70% dos votos. Outro grande vencedor foi Camilo Santana, que derrotou o general Theophilo com cerca de 80% dos votos. Tasso Jereissati venceu Adauto Bezerra, apoiado pelo então governador Gonzaga Mota, em 1986, com mais de 60% dos votos.

O governador Lúcio Alcântara foi o único chefe do Executivo cearense a não conseguir a reeleição. Foi derrotado por Cid Gomes ainda no primeiro turno, quando Cid obteve mais de 60% dos votos.


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