sábado, 18 de julho de 2026

Brasileiros desconhecem países que falam português, aponta Barômetro da Lusofonia

A pesquisa também indica que, na opinião dos entrevistados, seus governos não estão preparados para enfrentar eventos climáticos extremos, suas sociedades discriminam pessoas da comunidade LGBTQIA+ e a escravidão dos povos africanos é um tema que deveria ser obrigatório nas escolas. Este último ponto só não foi apontado como relevante no Timor-Leste, já que o país nunca foi envolvido no tráfico de escravizados.

Na avaliação do senador Nelsinho Trad (PSD-MS), presidente da Comissão de Relações Exteriores (CRE) do Senado, resultados parecidos mostram que o levantamento tem potencial para direcionar políticas públicas em nível nacional e também estimular a aproximação entre os países da CPLP.

O Barômetro da Lusofonia presta um grande serviço ao mostrar as questões em que ainda precisamos avançar. Se compartilhamos a mesma língua e enfrentamos muitos dos mesmos desafios, faz sentido ampliar a cooperação entre universidades, centros de pesquisa, empresas e governos. O barômetro nos permite enxergar mais oportunidades e aprender com experiências que deram certo em lugares que enfrentam desafios muito parecidos com os nossos.

Nelsinho Trad

presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado

A pesquisa também encontrou diferenças significativas nas percepções da população dos diferentes países. A situação das mulheres é considerada inferior à dos homens pela maioria dos entrevistados apenas em Guiné-Bissau, Cabo Verde, Brasil, Angola e Moçambique. Para as populações de Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste, inexiste ou existe pouca desigualdade de gênero em seus países.

O racismo, por sua vez, é apontado como problema por uma parcela bem pequena dos entrevistados em Angola, Brasil, Cabo Verde e Guiné-Bissau. Já em Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste, o racismo nem sequer aparece entre as respostas.

.