Após a ditadura militar, o Brasil vai experimentar a 10ª eleição direta para presidente da República. É muito pouco tempo para afirmar que o processo está plenamente consolidado. Ainda é preciso corrigir imperfeições.
O maior aprimoramento deve ocorrer na formulação de regras claras que definam, antes da eleição, o que pode e o que não pode ser feito, além de estabelecer critérios transparentes para o financiamento das campanhas.
Não é razoável que dinheiro público seja utilizado para financiar campanhas de milionários ou de herdeiros que acumularam grandes fortunas ao longo da vida.
O mais novo problema eleitoral está escancarado e revolta aqueles que sonham em ingressar na política. Não é justo o uso das emendas parlamentares como instrumento eleitoral. Está evidente, no mercado da política, a existência de negócios envolvendo dinheiro de emendas e votos. A Justiça Eleitoral pouco pode fazer diante dessa realidade.
Citei as emendas apenas como exemplo, mas nas campanhas eleitorais existem muitos outros crimes graves que escapam ao controle do Ministério Público e da Justiça Eleitoral.
