Quando o mundo identificou a pandemia de poliomielite, já era tarde. A doença estava presente na vida de inúmeras famílias, que viam seus filhos com graves sequelas físicas, principalmente nos membros inferiores, incapazes de caminhar.
A solução veio da pesquisa científica. A vacina contra a poliomielite foi desenvolvida por dois cientistas em momentos distintos: a versão injetável por Jonas Salk e a versão oral, as famosas “gotinhas”, por Albert Sabin.
As pesquisas de campo permitiram identificar as áreas mais afetadas e ajudaram as autoridades de saúde a promover campanhas urgentes de vacinação. A poliomielite foi erradicada. Cito esse exemplo, mas poderia mencionar também as pesquisas relacionadas à Covid-19, à gripe e à dengue.
A pesquisa é fundamental como fonte de informação para todas as áreas da vida humana. Em tempos de eleição, eleitores e pré-candidatos aguardam com expectativa os movimentos do eleitorado, as intenções de voto e os principais problemas apontados pela população.
É natural que, em períodos de disputa, quando os interesses são muitos, aumente também a tensão nos tribunais eleitorais e no Poder Judiciário. É comum que aqueles que não aparecem bem posicionados nas pesquisas se queixem, assim como é natural que os que lideram comemorem ou permaneçam em silêncio.
O que não é correto é impedir a atuação dos institutos de pesquisa ou a Justiça intervir aceitando reclamações sem fundamento. O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, cometeu um erro ao suspender a divulgação de uma pesquisa da AtlasIntel atendendo a um pedido de Flávio Bolsonaro. Os ministros do TSE decidiram debater a possibilidade de novas regras em véspera de eleição.
