Na política, existem líderes regionais e municipais, além de prefeitos e vereadores. Eles ajudam a eleger deputados estaduais, federais, senadores e governadores. Gonzaga Mota, Tasso Jereissati, Ciro Gomes, Lúcio Alcântara, Cid Gomes, Camilo Santana e Elmano de Freitas iniciaram campanhas com baixos índices de intenção de voto, entre 2% e 5%, e terminaram vitoriosos. Todos receberam apoios importantes de prefeitos, governadores e, em determinados momentos, da Presidência da República.
Lúcio Alcântara foi o único entre os citados que não conseguiu a reeleição. Na época, Ciro Gomes, então ministro da Integração Nacional, e Tasso Jereissati apoiaram a candidatura de Cid Gomes, avaliando que o projeto político de Lúcio havia perdido força. A vitória de Cid também era bem recebida pelo presidente Lula. As circunstâncias eleitorais evoluíram. Deputados federais e senadores passaram a contar com grande capacidade de articulação por meio das emendas parlamentares. Já os prefeitos das grandes cidades possuem estruturas administrativas robustas. São poucos os grupos políticos capazes de enfrentar governos organizados.
Uma parcela dos votos é conquistada pela internet, onde a liberdade de expressão convive com ataques, acusações e denúncias. Muitos influenciadores digitais conseguem se eleger utilizando essa estratégia, mesmo sem histórico de serviço prestado. Em geral, porém, não contribuem para fortalecer projetos coletivos.
O Ceará vive um processo eleitoral diferente. Ciro Gomes rompeu com Lula e se aproximou de setores da direita e do bolsonarismo. Também passou a receber apoio de partidos que buscam sobreviver politicamente. Sua principal vantagem é o alto grau de conhecimento junto ao eleitorado. Ciro incorporou o debate sobre segurança pública, preserva ações que considera positivas e concentra suas críticas no PT e no presidente Lula. Ainda é cedo para conclusões. O resultado será conhecido nas urnas.
