Um grupo de jornalistas da redação do Opinião costuma perguntar por que não entro no clima acalorado da pré-campanha. Minha resposta é simples: a elevação da temperatura política é algo natural em períodos que antecedem as eleições.
Os grupos que disputam o poder desejam atrair a imprensa para suas narrativas. Entretanto, o jornalismo profissional e ético exige equilíbrio, independência, bom senso e compromisso com os fatos.
O ambiente político no Ceará está movimentado. Os candidatos ainda organizam suas estratégias, mas parte da militância já atua intensamente nas redes sociais, promovendo debates, críticas e ataques a adversários e, muitas vezes, à própria imprensa.
O que muitos torcedores da política precisam compreender é que as candidaturas trabalham para conquistar o eleitor, e não o contrário. Já a imprensa profissional tem a missão de narrar os acontecimentos, sem inventar fatos ou disseminar fake news.
O cenário atual reúne nomes como Elmano de Freitas, Camilo Santana, Cid Gomes, Domingos Filho, Zezinho Albuquerque, Evandro Leitão, Romeu Aldigueri, Ciro Gomes, Capitão Wagner, André Fernandes, Roberto Cláudio, Léo Couto, Yuri do Paredão, Júnior Mano, Chiquinho Feitosa e outras lideranças. Enquanto os personagens produzem fatos políticos, a maior parte do eleitorado ainda acompanha o tema à distância, mais interessada nas festas juninas, na Copa do Mundo e nas questões do cotidiano. A hora da eleição ainda não chegou para a maioria dos cearenses.
