A Alece inicia as sessões, nesta terça-feira (7), com mudanças na composição das bancadas. O União Brasil não terá mais representação: seus deputados se filiaram ao PSDB.
As principais bancadas passam a ser do PSB e do PT. Agora, o PSDB se torna a terceira força na Alece, seguido pelo PSD.
No Congresso Nacional, PL e PT dominam a Câmara e o Senado. Levantamento inicial contabilizou ao menos 121 movimentações partidárias de deputados titulares. O cálculo teve como base dados da Câmara, informes partidários e anúncios em redes sociais divulgados até o sábado (4).
Maior partido da Casa, a bancada do PL saiu fortalecida, chegando a 100 integrantes. A legenda foi uma das que mais conquistaram novas filiações e recuperou perdas registradas ao longo dos últimos anos. A sigla do ex-presidente Jair Bolsonaro elegeu 99 deputados em 2022, mas contava com 87 integrantes antes do período de trocas.
O União Brasil foi a bancada que mais perdeu nomes, 28 no total, mas conseguiu equilibrar as perdas com 21 novas adesões. A sigla tem agora 51 integrantes, sete a menos do que no período pré-janela, mas segue como o terceiro maior partido da Casa.
Legenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o PT teve ao menos uma baixa: a deputada Luizianne Lins (CE), que deixou a sigla após 37 anos para se filiar à Rede. A bancada petista também filiou Paulo Lemos (AP), antes no PSOL, e se mantém como o segundo maior partido da Câmara, com 67 integrantes.
As mudanças também deram fôlego ao PSDB, que registrou 11 entradas e sete saídas, chegando a 19 integrantes na Câmara. Já o PDT, proporcionalmente, foi uma das siglas com saldo mais negativo. O partido filiou apenas um deputado e perdeu outros oito.
No Senado Federal, não houve mudanças partidárias significativas. A Casa mantém, em seu contexto geral, parlamentares mais conservadores quanto à filiação partidária.
