Em Portugal, ocorre a campanha para eleger o novo presidente da República. A votação será no domingo, 18 de fevereiro. São 11 candidatos, o maior número da história, e há previsão de segundo turno, caso nenhum alcance 50% mais um dos votos.
A anormalidade da campanha é o volume de desinformação. Foram identificadas, por dia, mais de 8 milhões de notícias falsas, conhecidas entre nós, no Brasil, como fake news. O levantamento é do Labcom – Laboratório de Comunicação da Universidade de Portugal.
Os números impressionam e revelam o peso das fake news nas eleições. O eleitor vai às urnas sem saber quem fala a verdade. O ódio entre pessoas e partidos abriu espaço para “influencers”, escritórios e profissionais especializados em desconstruir fatos e implantar a desinformação.
No Brasil, o problema é ainda mais grave. Cerca de 90% das informações que circulam nas redes sociais não são verdadeiras. Vereadores, deputados e senadores estão sendo eleitos por meio das fake news, uma ferramenta que, com ajuda de influenciadores, movimenta bilhões de reais.
O nível de escolaridade, a checagem da informação e a denúncia nas próprias redes sociais ajudam no combate à desinformação. Em vários países europeus e nos Estados Unidos, as fake news começam a perder força. Especialistas afirmam que o presidente Trump, nos Estados Unidos, Javier Milei, na Argentina, e Nicolás Maduro foram os últimos a se eleger com esse tipo de estratégia.
