Estou recebendo muitas mensagens cobrando uma avaliação ou opinião sobre o momento político e sobre uma eventual candidatura de Ciro Gomes ao Governo do Estado do Ceará. A pergunta recorrente é se o senador Cid Gomes romperia com o ministro Camilo Santana em nome de uma união familiar para tentar retomar o poder no Estado.
Respondo com clareza: hoje, Ciro pode até seguir com o plano de tentar governar o Ceará, mas não contará com o apoio do senador Cid Gomes. Nem mesmo Ivo Gomes ou Lia sairão da orientação política de Cid. E isso ocorre mesmo sem qualquer exigência de fidelidade por parte do ministro Camilo Santana. Cid é livre.
Para o senador Cid Gomes, o projeto em curso no Ceará precisa seguir adiante, sustentado por uma parceria firme entre o Governo Federal e o Governo do Estado. Ele enxerga conquistas concretas a serem consolidadas em 2026 e 2027, como a conclusão do Cinturão das Águas, a implantação de 123 escolas de Tempo Integral, o canal para o Pecém, a expansão da internet gratuita em todo o Ceará e o avanço do Hidrogênio Verde — projeto no qual Cid foi relator e responsável por abrir o Brasil à entrada de grandes empresas do setor.
O café da manhã sem a mesa completa, o almoço sem parte da família ou o jantar entre irmãos têm grande relevância para Cid Gomes, reconhecido como líder entre os seus. A política do ódio, do fígado, não o estimula. O que Cid deseja ver é um Ceará próspero. Conflitos e ressentimentos entre aliados apenas reforçam sua disposição atual de não disputar eleição, optando por ajudar companheiros a conquistar vitórias.
Até onde acompanho, o ministro Camilo Santana nunca impôs cabresto a seus aliados. Todos sempre foram livres para seguir seus próprios caminhos. A tese central é clara: não fugir de um projeto que, para Cid e Camilo, transformou o Ceará para melhor.
