terça-feira, 6 de janeiro de 2026

A pauta negativa de 2026


O mundo polarizado é natural. Não se pode pensar igualmente, mas é preciso tolerância, diálogo e condução pacífica para construir pontes, e não muros ou guerras.

O planeta enfrenta múltiplos conflitos. Destacam-se a guerra entre Rússia e Ucrânia, o conflito Israel-Hamas no Oriente Médio e instabilidades persistentes na Síria, Sudão, Iémen, Etiópia, Mianmar e na República Democrática do Congo. O mundo registra o maior número de conflitos desde a Guerra Fria, com disputas territoriais, políticas e religiosas.

Na Europa, a invasão russa à Ucrânia, iniciada em 2022, segue sem perspectiva de solução diplomática. No Oriente Médio, a escalada violenta na Faixa de Gaza, intensificada a partir de outubro de 2023, ampliou a tensão regional. A Síria continua mergulhada em uma guerra civil complexa, enquanto Sudão e Iémen vivem crises humanitárias prolongadas. Na Etiópia, conflitos internos deixaram milhares de mortos. Em Mianmar, o golpe militar intensificou a repressão e a perseguição a minorias. No Congo, conflitos por recursos naturais mantêm a instabilidade permanente.

Há ainda tensões regionais relevantes. Na África Subsaariana, grupos armados atuam na Nigéria, Mali e Burkina Faso. Na Ásia, a Caxemira segue como foco de disputa entre Índia e Paquistão. O Oriente Médio mantém tensões envolvendo o Irã. No Mar do Sul da China, disputas territoriais ampliam o clima de instabilidade global.

A busca por conquistas territoriais rompeu regras básicas do direito internacional. A ONU perdeu força, a Otan vê seu prestígio questionado e as cortes internacionais estão paralisadas. O poder bélico voltou a prevalecer, com a ascensão de líderes autoritários, eleitos ou não. É uma fase marcada por falhas diplomáticas, desrespeito às leis internacionais e enfraquecimento de instituições criadas para garantir a paz.