A divulgação da denúncia contra o ex-governador Romeu Zema ocorreu nesta sexta-feira (15), após manifestação do procurador-geral da República, Paulo Gonet, ao Superior Tribunal de Justiça. A PGR acusa Zema do crime de calúnia por declarações feitas em um vídeo no qual ironizava decisões do ministro Gilmar Mendes em meio às investigações envolvendo o empresário Daniel Vorcaro e a empresa Marédite.
O caso surgiu após Gilmar Mendes apresentar petição ao Supremo Tribunal Federal pedindo a investigação de Zema. O vídeo fazia referência à suspensão da quebra de sigilos fiscal e bancário da Marédite, determinada anteriormente pela CPI do Crime Organizado. Na gravação, Zema também mencionava o resort que pertencia à família do ministro Dias Toffoli e que posteriormente teria sido vendido a aliados de Vorcaro.
A Procuradoria-Geral da República decidiu não incluir o caso no inquérito das fake news, que tramita no STF há mais de sete anos e apura ataques contra ministros da Corte e familiares. Segundo a argumentação apresentada por Paulo Gonet, o foro adequado seria o STJ, porque Zema exercia o cargo de governador quando teria cometido o crime apontado pela denúncia. Para a PGR, o vídeo ultrapassou a crítica política e atribuiu falsamente a Gilmar Mendes a prática de corrupção passiva.
