Existe um fosso entre os estilos de atuação política dentro do grupo de oposição no Ceará. A presença dos chamados influenciadores digitais tem criado divergências profundas entre lideranças tradicionais e novos atores da política.
O deputado Felipe Mota é visto como uma espécie de porta-voz da política tradicional, baseada no serviço prestado, no contato com as comunidades e na construção de relações ao longo do tempo. Para esse grupo, a atuação política exige princípios, presença e reconhecimento popular conquistado no cotidiano.
Dentro da própria aliança oposicionista, porém, surgem os chamados influenciadores, personagens sem histórico de serviço público ou atuação comunitária, que utilizam as redes sociais para conquistar votos, muitas vezes atacando adversários, gestores e estimulando discursos agressivos. Esse novo modelo de fazer política incomoda setores mais tradicionais.
O choque entre os dois estilos cria dificuldades de convivência. No atual momento político, porém, a união é considerada necessária. Muitos aliados passaram a exercitar também a lógica das redes sociais e da disputa por seguidores no Instagram. As diferenças devem continuar existindo, mas a necessidade eleitoral leva os grupos a conviverem e se tolerarem.
