Têm ocupado as manchetes dos jornais e as redes sociais, de forma escandalosa, as notícias sobre decisões que saem do Conselho Nacional de Justiça e do Conselho Nacional do Ministério Público. O caso envolve ministros, desembargadores federais e estaduais, procuradores federais, promotores e até defensores públicos, carreira que não está ligada diretamente à cúpula da Justiça, além de oficiais de justiça e advogados da União.
Os chamados penduricalhos que aparecem nos vários contracheques entregues ao longo do mês chegam a somar até 360 tipos de indenizações. Vão de auxílio-combustível, moradia e refeições até plano de saúde privado, livros e ajuda para guarda-roupa. Os atingidos pelas decisões se dizem perseguidos porque terão de receber não mais R$ 100 mil, mas até R$ 42 mil por mês, sem os adicionais. Ainda assim, seguem sendo salários elevados.
Nos estados e municípios, os penduricalhos também aparecem nos contracheques de procuradores e defensores públicos. O Conselho Nacional de Justiça tem tentado conter essa avalanche de benefícios, mas enfrenta a pressão de magistrados e promotores de todo o País, que não abrem mão de melhores salários. Vai ser uma queda de braço.
