O eleitorado de Ciro, hoje, é composto por três grupos:
1. Eleitores de direita antipetistas;
2. Eleitores que não são de direita, mas desaprovam o atual governo;
3. Eleitores que aprovam o governo, mas são mais distantes da política e conhecem pouco o nome de Elmano — o chamado efeito recall, a lembrança do nome mais conhecido.
Os eleitores de direita e os insatisfeitos com o governo tendem a votar em Ciro. O problema é que esses grupos são minoria no Ceará: apenas 19% dos cearenses consideram o governo Elmano ruim ou péssimo, e 22% se declaram de direita.
Por outro lado, o governador Elmano aparece atrás neste momento, mas com tendência de crescimento. A avaliação ótima e boa é de 37%, índice que costuma ser o piso de candidatos à reeleição. Se hoje tem 32% das intenções de voto, a tendência é crescer durante a campanha e alcançar esse patamar, o que já o colocaria em condição de empate.
Outros números: o governador tem 53% de aprovação, e 50% consideram que ele merece ser reeleito.
Sobre alinhamento político: 43% dos cearenses querem um governador aliado de Lula, enquanto apenas 18% preferem alinhamento com Bolsonaro.
O cenário atual é claro: de um lado, um governador ainda pouco conhecido, mas aprovado pela maioria e com base política consolidada ao lado de Lula e Camilo. Do outro, um candidato de oposição muito conhecido, mas inserido em um estado onde a rejeição ao governo é minoritária e o campo da direita é limitado.
Cerca de 81% do eleitorado ainda não sabe em quem votar. A maioria ainda não entrou no debate eleitoral.
Elmano pode vencer e buscar a reeleição já no primeiro turno. Ciro terá que construir uma campanha forte para reverter o cenário. Avalia, inclusive, disputar o Governo do Estado ou a Presidência da República.
