A Constituição brasileira, promulgada em 1988, manteve e criou grandes despesas para o contribuinte ao não fixar limites percentuais para os custos do serviço público nos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Estudo das Nações Unidas mostra que governos, parlamentos e Judiciário no mundo tornam-se mais caros a cada ano e o Brasil lidera em custos. Só o Senado brasileiro tem mais assessores que o governo da Suécia. A Câmara Federal custa mais caro que o Congresso americano e lá os gastos são em dólar. Além de salários superiores a R$ 250 mil por mês, cada parlamentar dispõe de cerca de R$ 80 milhões em emendas.
O olhar da política é diferente do chão de fábrica, onde a produção gera riqueza para o empresário e não para o trabalhador. Parlamentares rejeitam comparações entre serviço público e setor privado, alegando que o Estado paga melhor e oferece serviços à população sem cobrança direta.
O debate é relevante, mas a percepção que se impõe é de gastos abusivos nos três poderes. Não parece razoável que desembargadores, juízes, promotores e procuradores recebam até R$ 2 milhões por ano.
