quinta-feira, 9 de abril de 2026

Deputado Júnior Mano vota a favor da PEC 383/2017 e reforça defesa da assistência social


 A aprovação, em primeiro turno, da Proposta de Emenda à Constituição 383/2017 marca um movimento relevante no Congresso Nacional em direção à consolidação do financiamento da assistência social no Brasil. Entre os parlamentares que votaram favoravelmente está o deputado federal Júnior Mano, que destacou o impacto direto da medida na estrutura do sistema público de proteção social.

A PEC 383/2017 tem como eixo central garantir financiamento permanente para o Sistema Único de Assistência Social, responsável por coordenar políticas voltadas a famílias em situação de vulnerabilidade. Na prática, a proposta busca reduzir a instabilidade orçamentária que historicamente compromete a execução de programas sociais em estados e municípios.

Segundo especialistas da área, a ausência de previsibilidade financeira é um dos principais entraves do SUAS. A cada ciclo orçamentário, repasses sofrem variações, o que impacta diretamente serviços como CRAS, CREAS e benefícios eventuais. A PEC surge como uma tentativa de blindar esses recursos, criando um modelo mais estável e contínuo.

Ao justificar o voto, Júnior Mano associou a medida à necessidade de fortalecer políticas públicas estruturantes. A sinalização política é clara: a assistência social passa a ocupar um espaço mais estratégico dentro da agenda fiscal e social do país, deixando de ser tratada como variável de ajuste em momentos de restrição orçamentária.

O texto ainda precisa avançar para o segundo turno de votação na Câmara dos Deputados. Caso aprovado em definitivo e posteriormente no Senado, a emenda pode representar uma mudança estrutural no financiamento da assistência social brasileira, com efeitos de médio e longo prazo na redução de desigualdades e na ampliação da rede de proteção social.

Nos bastidores, a proposta também é vista como um movimento de reposicionamento político, conectando parlamentares a uma pauta de alto apelo social, especialmente em cenários de pré-campanha e reorganização de bases eleitorais.

A tramitação segue acompanhada por gestores públicos e entidades do setor, que enxergam na PEC uma oportunidade de corrigir fragilidades históricas do sistema e garantir maior eficiência na entrega de políticas sociais.

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