A deputada Dra. Silvana (PL) preparava cartazes e pastas nas cores vermelha e verde para gravar um vídeo na tribuna da Alece durante seu pronunciamento. Tudo estava bem produzido. O deputado De Assis Diniz presidia a sessão como 1º secretário do Poder Legislativo e pediu que o vídeo não fosse gravado, orientando que fosse solicitada cópia do pronunciamento à TV Alece. O caso não foi comentado oficialmente, mas deixou claro o desconforto entre os parlamentares. Em seguida, o deputado Guilherme foi gravar vídeo e a oposição criticou.
A impessoalidade é uma regra do serviço público que também se aplica ao Parlamento, afinal, todos são pagos com dinheiro público. O mais grave é quando saem mentiras, grosserias e ataques a autoridades sem provas. Os assuntos dominantes são facções, tramitação de projetos com urgência e a prisão de Bolsonaro.
Os vídeos não estão proibidos por ordem do presidente da Alece, Romeu Aldigueri. O que tem ocorrido são decisões pontuais de quem dirige as sessões, permitindo ou não a entrada de assessores para gravações. A tendência, se não houver uma regra clara, é que o plenário vire palco de vexames públicos.
