Em março de 2014, no período da janela partidária, o então governador Cid Gomes iniciou sua articulação para escolher o sucessor. Era um momento tenso. O governador mais popular precisava indicar um nome para dar continuidade ao projeto focado em educação, saúde e desenvolvimento econômico, sem trair seus propósitos.
À época, Cid tinha uma base aliada tão ampla quanto ou maior que a de Elmano hoje. Ouvia, conversava, mas mantinha silêncio absoluto sobre suas preferências. Aos 45 do segundo tempo, anunciou Camilo Santana como sucessor. Camilo governou por oito anos, enfrentou a pandemia de Covid-19 e priorizou saúde, educação e economia.
Camilo viveu processo semelhante em sua sucessão. Queria a professora e governadora Izolda Cela reeleita. O PDT negou legenda. Elmano foi o escolhido para a sucessão estadual e venceu no primeiro turno. Cid e Camilo o apoiavam, cada um com suas dificuldades políticas. Abraçavam-se longe dos holofotes.
Tudo isso foi lembrado no papo alegre entre Elmano e Cid. A pré-campanha de 2026 repete personagens e movimentos, com uma diferença: os derrotados de 2022, que se combatiam, agora estão unidos.
O almoço de Cid e Elmano selou o projeto de reeleição. Estarão juntos em 2026. A frase de Cid prevaleceu: “Estou no mesmo lugar. No campo do projeto da melhor educação, da saúde regionalizada, da infraestrutura, do emprego e do desenvolvimento econômico. Estou no lugar de onde nunca saí”.
