Meta e Google foram condenadas por um júri do tribunal de Los Angeles, em uma decisão que muda o entendimento jurídico sobre plataformas digitais ao responsabilizar diretamente os aplicativos por danos a usuários. O julgamento durou nove dias e concluiu que a Meta Platforms Inc. e o Google LLC estruturaram mecanismos que incentivam o uso compulsivo. A autora da ação, hoje com 20 anos, afirmou que “desenvolveu dependência ainda na adolescência, com efeitos como ansiedade, depressão e pensamentos suicidas”.
A Justiça americana pode ter aberto a caixa-preta e iniciado um processo de mudança completa na utilização da internet, atualmente livre para tudo, sustentada pela tese da liberdade e da democracia no acesso à informação.
A Justiça no mundo inteiro não conseguiu conter a indústria de aplicativos para a maioria da população conectada. É um duro debate entre ideologias políticas e setores produtivos. Quem está contra, muitas vezes, está fora da bolha; os favoráveis acabam sendo beneficiados. E as crianças? Os idosos? Os jovens? Todos expostos, muitas vezes, a conteúdos que moldam convicções irreais.
Na política, a internet fez nascer lideranças por meio de uma nova categoria, os influenciadores — gente que ganha dinheiro e até mandatos políticos importantes com impacto direto no mundo.
