sábado, 28 de março de 2026

Como Lula e Bolsonaro preparam campanhas no Nordeste


Na Bahia, o mais rico e populoso estado nordestino, Lula e Bolsonaro estão em campos opostos, com velhos conhecidos no cenário político. Para as eleições estaduais de 2026, ACM Neto (União Brasil) confirmou o prefeito de Jequié, Zé Cocá (PP), como pré-candidato a vice-governador. Bolsonaro tem alta rejeição no estado e a tendência é apoiar ACM Neto, que evita expor a aliança. No PT, o governador Jerônimo Rodrigues irá para a reeleição fortalecido, com Rui Costa e Jaques Wagner como candidatos ao Senado.

Em Pernambuco, o confronto será entre João Campos e a atual governadora Raquel Lyra. Os dois estão alinhados ao presidente Lula. Para 2026, o cenário também inclui o ex-prefeito de Jaboatão dos Guararapes, Anderson Ferreira, consolidado como principal nome do PL e da oposição bolsonarista.

No Piauí, o governador Rafael Fonteles trabalha para consolidar alianças visando à reeleição. A chapa alinhada ao presidente Lula conta com o apoio de partidos como PSD, MDB e PT. Na oposição, o ex-prefeito de Floriano, Joel Rodrigues (Progressistas), foi anunciado pelo senador Ciro Nogueira como pré-candidato ao Governo, alinhado ao grupo de Jair Bolsonaro. Ele deve enfrentar diretamente Rafael Fonteles.

No Rio Grande do Norte, os nomes cotados para a disputa incluem o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), e o ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias (PL). Também aparecem nas pesquisas o senador Styvenson Valentim (PSDB) e a deputada Natália Bonavides (PT). A governadora Fátima Bezerra ainda não anunciou apoio, o que gera divisão interna e abre espaço para a organização da oposição.

No Ceará, o governador Elmano de Freitas terá um obstáculo relevante: a pré-candidatura de Ciro Gomes. Elmano articula nomes fortes para o Senado, como Cid Gomes, para reforçar sua chapa. Conta com o apoio de Lula, Camilo Santana, Cid, Evandro Leitão, Romeu Aldigueri, Eunício Oliveira, Zezinho Albuquerque e Domingos Filho. Terá ainda uma base expressiva com deputados estaduais, federais e prefeitos em todo o Estado. Já Ciro Gomes busca apoio de grandes partidos. Além do PSDB, que preside no Ceará, tenta atrair PL e União Brasil. Eduardo Girão, pré-candidato pelo Novo, ainda não conta com alianças partidárias.

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