A ideologia pregada pelos partidos em seus estatutos e discursos foi parar na lata do lixo neste início da janela partidária. É natural em um país e em estados onde ser eleito de imediato se torna mais importante do que construir, ao longo do tempo, um núcleo de poder com bandeira social ou capitalista.
Os chamados partidos de direita ou de extrema direita estão abrigando e filiando gente de esquerda, enquanto partidos de esquerda recebem conservadores de direita. Se rejeitam ou não essas contradições, pouco importa neste momento. A prioridade é eleitoral. No futuro, dizem, as questões ideológicas vão sendo resolvidas.
Qual o melhor partido para se filiar? A essa altura, o partido importa menos do que o lado mais competitivo. No mundo de mentiras e verdades exibidas nas redes sociais, encontrar equilíbrio parece ser a melhor estratégia. Outra medida é contabilizar os votos que estão “comprados, guardados ou acertados” para definir onde se filiar e disputar a eleição.
Até agora, a melhor opção para muitos é presidir um partido político. Quem controla a legenda cuida primeiro da própria eleição, colocando na mesa a troca de tempo de rádio e TV por votos.
