segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

O julgamento dos penduricalhos


Qual deve ser o valor do salário da elite do serviço público? O Brasil construiu poderes e categorias profissionais dentro desses poderes que se tornaram incontroláveis por força de leis. A quem deve se reportar um ministro do STF?Um desembargador federal ou estadual? Um juiz? Um procurador? Um promotor? Um conselheiro de Tribunal de Contas?

Está tudo sem comando, sem chefia, sem uma ordem que exija presença no trabalho, produção, ética e respeito ao contribuinte.

Na próxima quarta-feira, o Supremo Tribunal Federal vai julgar uma liminar proferida pelo ministro Flávio Dino que suspendeu o pagamento de indenizações, gratificações e penduricalhos criados para furar o teto do serviço público, que é de R$ 46 mil, o ganho mensal de um ministro do Supremo Tribunal Federal.

Na verdade, a desordem estará em julgamento. O correto seria o servidor insatisfeito pedir demissão do serviço público e tentar uma vida melhor na iniciativa privada. Sem capacidade para competir, optam por criar penduricalhos para dobrar ou triplicar salários. Perderam a noção de que moram em um país no qual 80% da força de trabalho recebe até R$ 10 mil por mês, seja no serviço público ou privado.

A arrecadação de tributos não consegue mais pagar a conta com servidores públicos ativos e inativos. Não consegue manter a assistência social. Não consegue financiar saúde, educação e segurança. Não sobra dinheiro para infraestrutura. O servidor público da elite, além dos altos salários, usufrui de frota de carros com motoristas, combustível e manutenção pagos pelo contribuinte. Parece que estamos chegando à hora da verdade.

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