quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Pré-campanha com temperatura elevada em janeiro, e Abolição sinaliza que quer Ciro como adversário


Numa tática bem pensada, o chefe da Casa Civil, Chagas Vieira, chamou para si o papel de galo no terreiro do Abolição, com amplitude. Tudo tem resposta. Não importa o tamanho político de quem pretende entrar no cercado. A resposta é imediata. Parece interessar ao número na hierarquia da confiança o custo da briga. A cada dia, a pré-campanha já ficou mais agitada em janeiro.

Ciro Gomes, orientado por marqueteiros, quer cantar de galo agredindo sem pena Cid Gomes, Camilo Santana e Elmano de Freitas, com declarações repetidas sobre violência, responsabilizando o Estado por negligência, além de abrir ataques ruidosos sobre supostas traições.

A declaração de Cid foi dura na arena política. “Acho que juntou o fígado do Ciro com a ambição desmedida do Roberto Cláudio.” Cid se refere ao ódio dirigido a Camilo e à tentativa de utilização do bolsonarismo para enfrentar o Abolição. O senador garantiu apoio e voto em Elmano no seu projeto de reeleição. Cid não pode mais recuar.

Os lances da pré-campanha terão desdobramentos fortes em fevereiro, mês que antecede a janela partidária, período em que deputados podem mudar de partido sem perder o mandato.

Por enquanto, Ciro não topou o debate público com Chagas Vieira. Vai direto ao fígado de Elmano, Camilo e Cid. O que foi dito em janeiro provavelmente será retomado no mês do Carnaval, com maior intensidade.