No Rio de Janeiro, o prefeito Eduardo Paes está em pré-candidatura aberta ao governo do Estado e anuncia diariamente apoios de peso. Prefeitos e deputados já se alinham ao seu projeto. Paes conta com palanque consolidado e apoio do presidente Lula.
Pelo campo da extrema-direita, o nome preferido de Flávio Bolsonaro para a disputa do governo do Rio é o chefe da Polícia Civil, Felipe Curi. No entanto, o nome que se tornou mais consensual entre setores da política nas últimas semanas é o do secretário estadual de Cidades, Douglas Ruas (PL), deputado estadual licenciado. Filho do prefeito de São Gonçalo, Capitão Nelson (PL), Douglas Ruas tem 36 anos e comanda uma pasta com forte capilaridade no Estado.
Se Tarcísio de Freitas é o principal nome da direita para a disputa em São Paulo, a esquerda ainda não decidiu seu candidato. A tendência é que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), entre na disputa. Há ainda a possibilidade de o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) concorrer. Caso nenhum dos dois vá para a eleição, surge o nome do ex-governador e atual ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Márcio França (PSB). Independentemente de quem enfrente Tarcísio, as pesquisas indicam que a esquerda tem pouca chance de retornar ao Palácio dos Bandeirantes.
Na Bahia, a disputa pelo governo em 2026 aponta para um cenário já conhecido: a polarização entre carlismo e petismo. A campanha está nas ruas. Se a tendência se confirmar, será a oitava disputa direta entre os dois grupos. De um lado, o governador Jerônimo Rodrigues (PT), que buscará a reeleição. Do outro lado, o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil), derrotado em 2022. Pela extrema direita, aparecem João Roma (PL) e José Carlos Aleluia (Novo). Nesse campo, há desconfiança quanto às chances eleitorais de ACM Neto.
Em Pernambuco, a disputa na pré-campanha gira em torno do apoio do presidente Lula. A intenção é formar um palanque duplo com a governadora Raquel Lyra e o prefeito João Campos, permitindo que ambos utilizem a imagem e falas de Lula na campanha ao governo do Estado. A guerra por prefeitos aparece como a segunda prioridade. A esquerda pernambucana atribui a Raquel Lyra o rótulo de bolsonarista. Pela extrema direita, surgem nomes com pouca expressão eleitoral, como Gilson Machado (PL) e Eduardo Moura (Novo).
No Rio Grande do Norte, a governadora Fátima Bezerra enfrenta forte oposição da extrema direita liderada pelo senador Rogério Marinho. Ex-ministro de Bolsonaro, Marinho se consolidou como liderança do bolsonarismo no Senado e pretende retirar o PT do comando do Estado. Entre os pré-candidatos estão Alysson Bezerra (União Brasil), Rogério Marinho (PL) e Cadu Xavier (PT).
No Ceará, a pré-campanha é mais silenciosa. O governador Elmano de Freitas já conhece o adversário da extrema-direita, o senador Eduardo Girão. Girão aparece bem posicionado nas pesquisas e articula apoio público de Michelle Bolsonaro e da família Bolsonaro. Ciro Gomes não confirma pré-candidatura ao governo e trabalha, sem pressa, para viabilizar um projeto de poder no Estado.
