O ministro da Educação, Camilo Santana, anunciou que deixará o cargo em março, prazo legal de desincompatibilização para quem possui mandato. Camilo tem mandato de senador da República até 2031. A estratégia foi revelada em entrevista ao jornal Valor Econômico, onde afirmou que atuará diretamente na coordenação da reeleição do presidente Lula e do governador Elmano de Freitas.
A revelação põe fim às especulações de que Camilo seria candidato a vice na chapa presidencial ou disputaria o Governo do Estado do Ceará. Camilo poderá, inclusive, assumir função estratégica na Casa Civil caso o presidente Lula considere necessário reforçar a articulação política em ano eleitoral.
O calendário eleitoral avança e muitos movimentos ainda ocorrerão. Em março, além da desincompatibilização de quem ocupa cargos executivos, acontece a janela partidária, período em que deputados podem trocar de legenda visando à reeleição.
A saída de Camilo do Ministério agradou ao secretário-chefe da Casa Civil do Ceará, Chagas Vieira. “O líder Camilo coordenará a campanha de Lula e Elmano, fortalecendo o projeto por ter mais tempo para a articulação”, declarou.
Camilo deixará um sucessor no Ministério da Educação. O nome mais cotado é o de Fernanda Pacobahyba, atual presidente do FNDE. Programas como Pé-de-Meia, Ensino em Tempo Integral, Institutos Federais, Fies e a interiorização das faculdades devem pautar o debate eleitoral.
