O Brasil tem hoje cerca de 31% de eleitores que não aceitam o atual nível de polarização e de briga político-ideológica. É o eleitor da despolarização, capaz de decidir a eleição. Os números aparecem de forma consistente nas pesquisas, inclusive na do Instituto Opinião, realizada no fim de 2025.
Quem é esse eleitor? Trata-se, em sua maioria, do cidadão de classe média, profissional liberal — como médico, advogado — empresário de médio e grande porte, pessoas com alta escolaridade e idade superior a 47 anos.
Esse eleitor despolarizado busca uma opção que aponte para novos horizontes: destravar o Brasil do debate raso sobre entraves como o PIX, cortar gastos desnecessários, superar a política do toma-lá-dá-cá e, sobretudo, conhecer um projeto claro. Pode vir da esquerda ou da direita. O que ele quer é um governo com metas.
A tendência natural é caminhar para um voto mais equilibrado, que observe o mundo real e não apenas o universo das promessas. A expectativa é rejeitar governos sem compromisso com destravar a economia e pacificar o País.
