País rico, povo pobre, políticos endinheirados. A frase surgiu nos discursos de partidos de esquerda contrários à aprovação do Fundo Eleitoral de R$ 5 bilhões para a eleição de 2026. Esses recursos se somam ao Fundo Partidário, que deve alcançar R$ 1,2 bilhão.
Todos esses bilhões serão administrados pela direção de 19 partidos políticos. O PL de Jair Bolsonaro e o PT do presidente Lula ficarão com quase 40% do total. O Brasil é o único país do mundo onde as eleições são 100% financiadas pelo contribuinte, com dinheiro público.
A federação entre o PP e o União Brasil vai transformar os dois partidos em um bloco e, juntos, eles passarão a ter o maior fundo partidário, superando R$ 1,3 bilhão. A medida é contestada por outras siglas que alegam desequilíbrio eleitoral. O dinheiro facilitará a eleição de governadores, senadores, deputados e impulsionará a candidatura presidencial.
A eleição de 2026 será a mais endinheirada da história. Além do Fundo Eleitoral, deputados e senadores terão à disposição as chamadas emendas PIX, que somam R$ 90 bilhões. O eleitor brasileiro irá às urnas para escolher presidente da República, governadores, senadores e deputados.
