O cearense vai à Europa ou aos Estados Unidos e se admira com a limpeza das cidades, das ruas e avenidas, seja em bairros pobres ou ricos. Caminham horas com o lixo nas mãos até encontrar um local correto para o descarte. Em Fortaleza, fazem o contrário: jogam o lixo em qualquer lugar. O mau exemplo se multiplica, do rico ao pobre.
As ruas e avenidas da capital amanhecem cheias de papel, sacos plásticos, entulho, restos de comida, sofás e fogões velhos, galhos de árvores, pedaços de madeira. Um absurdo.
Ao longo dos anos, a Prefeitura de Fortaleza não fez uma só campanha de conscientização, e os vereadores jamais aprovaram leis duras para punir os sujões da cidade.
Poucos sabem, mas o entulho das construções em Fortaleza costuma ser enterrado, e não reciclado como manda a lei. O material da demolição do Castelão foi parar em Itaitinga. Entulho de prédios demolidos em Fortaleza está em Eusébio e Aquiraz. O correto seria reciclar e reaproveitar.
O lixo jogado nos lugares errados não é responsabilidade apenas do pobre ou do favelado. É também culpa de quem deveria dar exemplo: poder público, empresas e cidadãos que pagam impostos e acham que a cidade não tem leis.
