terça-feira, 24 de maio de 2022

Voto de Gladson Bezerra será na chapa do Abolição


O voto do prefeito de Juazeiro do Norte, Gladson Bezerra, será uma espécie de cumprimento do acordo por permanecer no cargo e de gratidão pelo apoio recebido do Abolição. Natural na política, principalmente para quem cometeu crimes eleitorais e recebeu um tratamento, no mínimo, indulgente, digamos. Dos adversários de campanha, ganhou o silêncio, por não recorrerem. O jogo político garantiu a Gladson seguir no mandato, mas a fatura é alta, não só para pagar advogados, mas a conta da politicagem. 

No Cariri, tem sido difícil para o prefeito da principal cidade da região se opor ao poder central. Juazeiro do Norte e o Cariri podem e devem manter relações com o Abolição. No governo Camilo, obras estruturantes, com vultosos valores, foram executadas e entregues. Anel Viário, Arena Romeirão, Teleféricos de Juazeiro e Barbalha, Centro Cultural do Crato, estátuas de Nossa Senhora de Fátima e Santo Antônio, entre outras realizações importantes. É natural que a retribuição seja um canal, uma atitude de gentileza, até porque a população está querendo votar no ex-governador Camilo, no deputado Fernando Santana, Davi de Raimundão, Nelinho e Pedro Bezerra, todos da base governista. Se Gladson ficar contra, será atropelado pelo povo, fazendo engordar e crescer a oposição ao seu governo. 

A mensagem da população do Cariri, nas pesquisas realizadas, manifesta um aspecto de gratidão ao governo cearense, por tudo que fez, em vários setores. No ensino superior, obteve grandes avanços, conquistou até nova faculdade de medicina para o Crato, além da expansão de centros públicos e privados, em toda a região. No ensino infantil, foi a que mais recebeu creches e escolas em tempo integral, tudo patrocinado pela gestão estadual. 

O Cariri precisa de maior representação na Assembleia Legislativa e no Congresso Nacional. Hoje, o atuante deputado Pedro Bezerra é o único representante na Câmara Federal. Na Assembleia, são quatro os parlamentares: Guilherme Landim, Davi de Raimundão, Nelinho e Fernando Santana. Muito pouco. A invasão de lideranças que não pertencem à região abriu um corredor de prejuízos para o Cariri.