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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021

O general e os governadores: nada resolvido

O que se pode tirar de conclusão da longa reunião entre governadores e o ministro da Saúde, general Pazuello, é que os chefes dispersados passaram em mais um teste de paciência. Nada mais. 

Sobre vacina, o general disse o que todos sabemos e prometeu comprar, condicionando às exigências do governo. Depois de muita pressão, o general garantiu 240 milhões de doses até julho. Foi difícil. 

Na outra ponta, o general endureceu com os governadores sobre liberação de recursos para instalação de leitos e UTIs destinados a doentes de Covid 19. O ministro quer que os estados banquem a instalação da UTIs e leitos. Depois de prestado o serviço, o governo paga. Os governadores engoliram quadrado, mas toparam. 

Ao final do encontro, os participantes da reunião não conseguiram formalizar nada por escrito. O Ministério ficou de preparar e enviar uma agenda com todas as datas de distribuição de vacinas. 

O pessoal dos laboratórios não saiu com segurança. Para o Brasil produzir dois milhões de doses, por dia, o governo precisa comprar insumos e máquinas. Hoje, no máximo, se conseguiria fabricar um milhão de doses, por dia. 

Esperançosos e sem ter a quem procurar, resta aos governadores contar com a pressão do Congresso Nacional e do STF para conseguir algo mais do governo Bolsonaro.