quinta-feira, 21 de maio de 2020

Partidos e entidades pedem o impeachment de Bolsonaro


O documento entregue à Câmara acusa Bolsonaro de cometer crimes de responsabilidade, atentar contra a saúde pública e arriscar a vida da população pelo comportamento à frente da pandemia do coronavírus, dentre outros crimes.

A oposição argumenta que o presidente cometeu crime de responsabilidade ao discursar contra o STF (Supremo Tribunal Federal), ao convocar empresários para a "guerra contra governadores" à frente da pandemia do coronavírus e incitar a sublevação das Forças Armadas contra a democracia, além de pronunciamentos e atos durante a pandemia que configuram crimes contra a saúde pública.

O documento ainda acusa Bolsonaro de crimes contra o livre exercício dos poderes constitucionais, contra o livre exercício dos direitos políticos, individuais e sociais, contra a segurança interna do país e contra a probidade administrativa.

"Bolsonaro não tem condições políticas, administrativas e humanas de governar o Brasil. Briga com todo mundo o tempo inteiro e não protege o povo. Tem de ser impedido", afirmou a presidente nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PR).

Em sessão remota da Câmara ontem, o líder da minoria na Casa, deputado José Guimarães (PT-CE), comparou os impeachments de Fernando Collor (Pros-AL) e Dilma Roussef (PT) com a atual situação de Bolsonaro.

"O Collor caiu por causa de um Fiat Elba, a Dilma caiu porque inventaram uma tal pedalada fiscal. E esse governo já cometeu, só nas minhas contas, mais de 20 crimes de responsabilidade. E o Congresso, não vai fazer nada? O Congresso não pode se silenciar frente a isso, o que está em jogo não é partido A ou B, é a democracia", disse.