sábado, 25 de abril de 2020

Dólar chega a ser vendido a R$ 6,91 nas casas de câmbio, e disparada gera corrida por repatriação de dinheiro


A cotação do dólar, que já vinha em disparada por causa da crise do coronavírus, ganhou um empurrão a mais nesta sexta-feira (24) com a saída de Sergio Moro do ministério da Justiça. A avaliação de analistas e operadores de câmbio é de que a moeda americana deve continuar se valorizando no curto prazo.

O dólar comercial fechou em alta de 2,538%, para R$ 5,6653 na compra e R$ 5,6681 na venda. Na máxima da sessão, a moeda chegou a atingir R$ 5,7433. Já o dólar futuro teve valorização de 0,87%, para R$ 5,586. Nas casas de câmbio, as cotações eram bem maiores.

Segundo o site MelhorCâmbio.com, a cotação para compra do dólar em espécie estava em R$ 5,87 nas casas de câmbio de São Paulo, depois do fechamento do mercado nesta sexta-feira. Mais cedo, a moeda em espécie era vendida a mais de R$ 6. Já para o carregamento de cartão pré-pago, a cotação praticada no fim do dia era de R$ 6,38 — pela manhã, chegou a R$ 6,91.

Além do dólar, o euro também fechou o dia em alta. O avanço foi de 2,471%, para R$ 6,1145 na compra e R$ 6,1156 na venda. Mais cedo, a alta chegou a 4%. Nas casas de câmbio, a moeda em espécie estava cotada a R$ 6,28 após o fechamento do mercado, enquanto o carregamento do cartão pré-pago em euro era feito por R$ 6,82 — pela manhã, estava bem acima de R$ 7.

A pandemia de coronavírus tem provocado uma série de medidas por parte dos bancos centrais do mundo inteiro com o intuito de conter os efeitos econômicos negativos do surto. Um deles tem sido o corte das taxas de juros, visando baratear o acesso de empresas e pessoas físicas a empréstimos.

Aqui no Brasil, a taxa básica de juros, a Selic, já caiu para 3,75% ao ano, seu menor patamar histórico — mas há a perspectiva de que ela cairá ainda mais. Segundo o último Boletim Focus do Banco Central, o mercado espera que os juros caiam para 3% ao ano até o final de 2020.