O secretário da Planejamento e deputado federal, Mauro Filho, assumiu também o papel de líder do governo Camilo. Em texto simples explica o empréstimo que o governo do Ceará está contratando.
“Esse é um assunto que precisamos sair da política e ir para os dados técnicos. a) O Ceará produziu no último RREO um superávit primário da ordem de R$ 3 bilhões, valor que acredito nenhum outro estado consegue alcançar; b)A regra fiscal diz que os municípios não podem se endividar mais do que 1,2 vezes sua Receita Corrente Líquida (RCL) e os Estados no máximo 2,0 vezes a sua RCL. Portanto, apesar da lei permitir que o Ceará pudesse ir até 200% da RCL, só temos de endividamento 47%, bem abaixo do permitido pela Lei de Responsabilidade Fiscal ( LRF). Os estados do Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, por exemplo, já não podem mais contrair empréstimos por estarem desestruturados fiscalmente; c) 21 estados já reescalonaram suas dívidas com o Governo Federal representando um ônus para a União de R$ 114 bilhões. Só o Rio de Janeiro, já consumiu R$ 30 bilhões dos contribuintes brasileiros. Como o Ceará liquidou antecipadamente a dívida com a União, não teve sua dívida reestruturada. Em 2017, 19 estados entraram no STF questionando se os juros com a União eram simples ou compostos e passaram 11 meses sem pagar a União até a decisão final. O Ceará, por decisão do governador Camilo Santana e minha, continuamos pagando rigorosamente o que devíamos. Essa operação é meramente uma redefinição dos prazos de pagamento sem QUALQUER elevação do seu endividamento que é MUITO BAIXO. Ainda vamos fazer outro alongamento de perfil em 3 ou 4 meses. Isso permitirá o nosso Estado continuar sendo o que tem o maior investimento vis a vis à sua receita comparado com as outras 26 unidades da federação brasileira”, escreveu Mauro Filho que ao final ainda mandou um elegante aviso: “ Qualquer informação adicional podem me demandar.”
