Tramita na Assembleia Legislativa do Estado do Ceará o Projeto de Lei que concede o Título de Cidadã Cearense à ministra Cármen Lúcia Antunes Rocha. A proposta, de autoria do presidente da Casa, deputado Romeu Aldigueri, reconhece a trajetória da jurista e sua contribuição para o fortalecimento das instituições democráticas, da Justiça e do Estado Democrático de Direito no Brasil.
Natural de Montes Claros (MG), a ministra Cármen Lúcia Antunes Rocha construiu uma sólida trajetória no Direito, com atuação na advocacia pública, na vida acadêmica e no Judiciário. Foi Procuradora do Estado de Minas Gerais por mais de duas décadas e, em 2006, foi indicada ao Supremo Tribunal Federal pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tornando-se a segunda mulher a integrar a Corte, após Ellen Gracie Northfleet. Presidiu o STF entre 2016 e 2018 e também teve atuação de destaque no Tribunal Superior Eleitoral, onde foi a primeira mulher a presidir o tribunal e atualmente exerce novamente sua presidência.
De acordo com a justificativa do projeto, a homenagem representa o reconhecimento do povo cearense a uma personalidade cuja atuação profissional, acadêmica e institucional contribui de forma decisiva para o fortalecimento da Justiça, da cidadania e da democracia no país.
O Título de Cidadania Cearense é uma das mais altas distinções concedidas pelo Legislativo estadual a personalidades que, mesmo não sendo naturais do Ceará, prestam relevantes serviços à sociedade e aos valores republicanos. A matéria deve ser apreciada pelos parlamentares após tramitação nas instâncias da Casa Legislativa.
Percorrer ruas e avenidas da cidade com disposição para o diálogo e a escuta, mobilizando a população em torno de um propósito comum: manter Fortaleza cada vez mais limpa e bem cuidada. Os Agentes de Relações Comunitárias e Cidadania da Secretaria Municipal de Relações Comunitárias (SERC) têm realizado abordagens para orientar sobre o descarte correto do lixo e reforçar a importância do cuidado com a limpeza urbana. A ação integra a Operação Capital Limpa e Ordenada, iniciativa da Prefeitura de Fortaleza que reúne diferentes órgãos municipais para fortalecer a limpeza e a organização dos espaços públicos.
Até esta quarta-feira (11/3), os 93 agentes que estão atuando na operação já alcançaram mais de 3.800 pessoas e realizaram visitas a mais de 400 residências e comércios nas regionais 1, 5, 10 e 12. As localidades correspondem aos três corredores da cidade contemplados inicialmente nesta nova fase da Operação: Av. Leste-Oeste, Av. Duque de Caxias, no Centro, e Av. General Osório de Paiva.
Nas abordagens, os agentes orientam sobre o descarte correto do lixo, escutam demandas da população e apoiam as equipes que atuam nas ações de limpeza e organização dos espaços públicos. A iniciativa também reforça a importância da participação dos fortalezenses no cuidado com a cidade.
Enquanto fazia abordagens na Barra do Ceará junto com outros agentes de cidadania na manhã desta quarta-feira (11/3), Jean Carlos de Oliveira Cruz destacou que o processo tem sido marcado pela receptividade da população e pela disposição para mudanças de hábitos.
“A gente está sendo muito bem recebido, muito aceito, porque é uma campanha diferenciada sobre uma das questões mais críticas da cidade, que é o lixo. Então isso acaba ajudando no desenvolvimento de uma cidade mais limpa. Elas estão dispostas a ouvir e também trazem demandas em relação a pontos de lixo e a coleta. Está sendo uma conversa boa demais com a comunidade”, avaliou.
Entre as orientações repassadas nas visitas está a importância de colocar o lixo para coleta apenas nos dias e horários corretos, evitando o acúmulo nas ruas e as possíveis consequências do descarte irregular durante o período de chuvas.
Abordada pelos agentes de cidadania na Avenida Leste-Oeste, a empregada doméstica Vera Lúcia de Souza viu no diálogo uma oportunidade para rever práticas do dia a dia. “Eu colocava o lixo na rua antes do dia do carro passar, mas não vou mais fazer isso. Assim eu estou preservando a limpeza na rua, porque quando a gente joga o lixo na rua no dia errado, ele vai para o mar, para os esgotos, e causa alagamentos e doenças. Eu aprendi e agora vou agir da maneira correta”, ressaltou.
Limpeza que renova
“É tão bonita essa avenida aqui toda limpa pra gente caminhar”. Admirando o bom estado da Leste-Oeste, a aposentada Maria dos Prazeres Costa destacou a importância da conscientização da população para manter a cidade limpa.
“São as pessoas que têm que mudar, a consciência das pessoas, aí a cidade muda. Eu só coloco o lixo quando eles vêm buscar, e se eu vir alguém fazendo errado, posso dar um conselho, dizer que só bote lixo na rua quando for passar a coleta. A população precisa se conscientizar. Vai dar certo.”
Comerciante na avenida Theberge há mais de dez anos, João Eurisson dos Santos acredita que a mudança de comportamento acontece de forma coletiva e gradual, a partir da informação e do diálogo. “Começa assim, com a conscientização das pessoas. A partir do momento em que a pessoa tem consciência de que não pode descartar o lixo no dia que o carro não passa ou deixar no meio da rua, que vai prejudicar, principalmente no período de chuva, as coisas mudam. E quando se conscientiza, um vai passando para o outro, vamos informando uns aos outros, e isso acaba conscientizando a população de modo geral”, disse Eurisson.
Quem realiza as abordagens também percebe os resultados nas ruas. O agente de cidadania Dimas César Paiva conta que a resposta da população tem sido positiva. “A avenida está toda limpa, os comerciantes estão falando, estão sentindo isso, e a gente está aqui para reforçar isso, para que o pessoal não jogue lixo na avenida e continue essa parceria entre a Prefeitura e a população”, contou.
Toda mudança de hábitos requer disposição, e Dimas acredita que os fortalezenses têm demonstrado abertura para esse processo. “Estamos sentindo isso na maioria das pessoas. A gente fala que é uma coisa cultural, mas toda cultura pode ser mudada com a educação, fazendo a pessoa entender que o lixo vai gerar doenças. Então uma parcela grande da população tem esse sentimento de querer mudar, de fazer as coisas pra mudar.”
Limpeza que previne
Durante o período da quadra chuvosa, quando há maior incidência de arboviroses, o cuidado com a limpeza urbana torna-se ainda mais necessário. Para a agente de cidadania Elisângela Picanço, essa percepção contribui para ampliar a receptividade da população às abordagens realizadas nas comunidades.
“As pessoas estão gostando, se sentindo bem acolhidas, porque entendem que é um cuidado, principalmente com a saúde, que começa exatamente pela limpeza,” observou Elisângela.
Por estarem presentes no dia a dia das comunidades, os Agentes de Relações Comunitárias e Cidadania contribuem para aproximar a gestão municipal da população, promovendo diálogo, participação social e construção conjunta de soluções para os bairros.
A força-tarefa
A Operação Fortaleza Limpa e Ordenada reúne diferentes órgãos da Prefeitura em atuação integrada. Além da SCSP, participam da iniciativa Agência de Fiscalização de Fortaleza (Agefis), Coordenadoria Especial de Apoio à Governança das Regionais (Cegor), Secretaria Municipal da Infraestrutura (Seinf), Secretaria Municipal da Educação (SME), Secretaria Municipal do Urbanismo e Meio Ambiente (Seuma), Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC), Guarda Municipal de Fortaleza (GMF), Secretaria de Relações Comunitárias (SERC) e Coordenadoria Especial de Programas Integrados (Copifor).
Entre as ações realizadas estão limpeza intensiva, manutenção urbana, operação tapa-buraco, ajustes em meio-fio, sarjetas e drenagem, além das atividades de educação ambiental e revisão da sinalização de trânsito nos territórios atendidos.
Com presença ativa nos territórios e trabalho integrado com outras secretarias, a Operação Capital Limpa e Ordenada reforça o compromisso da Prefeitura de Fortaleza com uma cidade mais limpa, organizada e com participação popular.
Padre César Teixeira, pároco do Seminário da Piedade, onde funciona também a paróquia do São João do Tauape, denuncia prática de cenas de nudez em plena praça da Igreja. “Parece praia de nudismo”, disse.
A prefeita de Pedra Branca, Ivoneth Braga, esteve em agenda no Departamento Estadual de Trânsito do Ceará (Detran-CE) ao lado do superintendente Waldemir Catanho e do secretário executivo de Articulação Política Miguel Braz, onde foi confirmada uma importante conquista para o município: a implantação do serviço de habilitação do Detran em Pedra Branca.
A iniciativa faz parte da política de interiorização dos serviços do órgão, seguindo orientação do governador Elmano de Freitas, que tem buscado ampliar o acesso da população aos atendimentos do Detran em diversas regiões do estado.
Com a novidade, os moradores de Pedra Branca poderão realizar no próprio município serviços como emissão da primeira Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e também renovação da habilitação, sem a necessidade de se deslocar para outras cidades. A previsão é de que o atendimento esteja disponível em até 30 a 45 dias.
A medida representa um avanço importante não apenas para Pedra Branca, mas também para cidades vizinhas, que poderão ser beneficiadas com o serviço, garantindo mais comodidade, economia de tempo e redução de custos para a população.
Durante o encontro, a prefeita Ivoneth Braga agradeceu ao governador Elmano de Freitas, ao superintendente Waldemir Catanho e ao secretário Miguel Braz pela parceria e atenção com o município, destacando que a conquista reforça o compromisso da gestão em buscar melhorias e mais serviços para a população.
No último dia 10 de março, com presença de desembargadores, juízes, promotores, advogados e professores, foi fundada a Academia Caririense de Direito.
A sessão de fundação foi presidida por Roberto Victor Ribeiro, presidente de Honra da Academia Brasileira de Direito e presidente da Academia Cearense de Direito, e eleito o advogado Jonas Gomes de Matos para ser o presidente da entidade.
Estiveram presentes diversas autoridades, dentre elas os Desembargadores Raimundo Nonato Silva Santos, Clóvis Valença e Jaime Medeiros. Também presenciaram a fundação os doutores Lucas Aragão, juiz federal, Rafael Couto e Alessandra Magda, promotores de Justiça, e Francivaldo Vavá Lemos, diretor da OAB-CE.
No discurso, o desembargador Raimundo Nonato proferiu o orgulho e a honra da região em ter uma academia jus cultural e agradeceu a Roberto Victor: "Presidente Roberto Victor é o idealizador e fundador desta Casa, a quem a história do Cariri jurídico deve imensa gratidão. Este sonho tem um nome antes de ter uma instituição. O nome do Doutor Roberto Victor Pereira Ribeiro, que concebeu acreditou e perseverou — e que hoje vê, com os olhos que só o visionário tem, a semente que plantou transformar-se em árvore. Em nome de todos os fundadores: obrigado".
A academia tem, por finalidade, o estudo do Direito em todos os seus ramos, o aperfeiçoamento do ensino e a difusão dos diversos matizes jurídicos.
O presidente de honra será o ministro Teodoro Silva Santos, do Superior Tribunal de Justiça.
Renato de Faria, filósofo,doutor em educação e mestre em Ética. Professor.
Se a história fosse um gráfico, provavelmente veríamos um certo declínio — ou ao menos algumas curvas negativas em momentos específicos. Sem querer ser muito funcionalista, suspeito que isso tenha relação com o esvaziamento de certas instituições sociais.
Instituição de primeira importância, curiosamente ignorada nos livros de ciência política. Estes preferem estudar apenas instituições pornográficas: câmaras, senados, ministérios e afins — ambientes propícios ao exercício do poder, esse estranho fetichedos impotentes. O boteco autêntico, por sua vez, permanece como o verdadeiro outsiderda vida social: um termômetro espontâneo do sentimento coletivo.
Ao longo do tempo, esse espaço mudou de forma, decoração e até de cardápio, mas preservou algo essencial: a conversa franca entre conhecidos e desconhecidos, o debate casual, a reclamação que aos poucos se transforma em ideia. Entre copos e petiscos surgem opiniões, alianças improvisadas e pequenas faíscas de pensamento coletivo que muitas vezes refletem — ou até antecipam — o humor das ruas.
Em Minas Gerais, essa vocação histórica do boteco ganha ainda mais peso simbólico. Não é difícil imaginar que, ao redor de mesas muito parecidas com as de hoje, os inconfidentestenham trocado confidências, planos e indignações contra a Coroa. Muito antes de se tornarem personagens de livros de história, revoluções e movimentos políticos nasceram em conversas informais, alimentadas por vinho, cachaçae inconformismo.
Nesse sentido, o boteco funciona como uma pequena arena democrática: um lugar onde ideias circulam livremente e onde, de vez em quando, a história começa a tomar forma.
Talvez por isso seja tentador repetir: Habermasfalou da Esfera Pública em cafés e encontros literários porque não conheceu o Bar do Chicão e sua imortal Academia de Copos e Letras — espaço onde cidadãos comuns discutem o mundo, trocam argumentos e constroem, de maneira improvisada, algo parecido com uma opinião coletiva, felizmente livre de podcasts e de outras manifestações da obesidade informacional.
Mas o boteco é mais do que um fórum improvisado. Ele é também uma experiência pedagógica.
Existe ali uma espécie de educação informal da convivência: aprende-se a ouvir, a discordar, a contar melhor uma história e, principalmente, a rir de si mesmo. No boteco, o professor conversa com o pedreiro, o estudante debate com o aposentado, e ninguém precisa apresentar currículo para ter direito à palavra.
Entre uma rodada e outra, a vida alheia vira espelho — e a própria vida ganha novas interpretações. Quer exemplo mais claro de Esfera Pública?
É por isso que, quando algum bar encerra suas atividades, dando lugar a uma farmácia, igreja ou loja de suplementos alimentares, morre com ele também um ideal de vida, um termômetro saudável da convivência humana que celebra, em cada tira-gosto, a importância de alguns pactos civilizatórios.
No bar também se aprende algo essencial: contar piadas e rir da própria desgraça. Curiosamente, isso também funciona como um excelente marcador de ascensão ou decadência social. Se você não tem um amigo que, ao lembrar de um assunto, imediatamente lembra de uma piada relacionada, cuidado: pode ser apenas um holograma fabricado por inteligência artificial. Boas companhias mantêm sempre um arsenal irônico.
Contar uma boa piada, aliás, é uma arte subestimada. Não basta repetir o que se ouviu. É preciso sentir o momento, medir o silêncio e perceber o humor da mesa. Há nisso um pequeno talento teatral. Uma boa piada é quase um conto: tem ritmo, tem clima, tem desfecho.
E, sobretudo, tem generosidade. Quem conta uma piada está oferecendo alguns segundos de leveza aos outros. Sororidade, empatiae comunicação-não-violenta, como diriam os “academicuzinhos”.
Infelizmente, essa habilidade parece estar desaparecendo na sociedade do desempenho, onde tudo precisa produzir resultado e eficiência. Até a conversa virou instrumento: fala-se para se posicionar, para demonstrar propósito, para acumular capital simbólico. O humor — inútil no melhor sentido da palavra — vai ficando de lado.
Quando desaparece a piada, essa antiga tecnologia de sobrevivência emocional, desaparece também uma forma muito humana de lidar com a vida. Some esse método coletivo de metabolizar a tragédia cotidiana: o chefe difícil, o salário curto, a política desanimadora, o time que perde no último minuto.
No boteco sempre aparece alguém capaz de transformar a própria derrota em anedota. E nisso existe uma sabedoria profunda. Rir da própria desgraça não resolve o problema — mas muda a relação com ele. A piada cria comunidade porque todo mundo reconhece ali um pedaço de si.
Quer mais provas de que o boteco deveria ser celebrado como uma instituição social?
O esvaziamento desse espaço de humanização parece caminhar lado a lado com a expansão de outros ambientes de desumanização: academias de crossfit, prateleiras de livros de autoajuda, remédios estabilizadores de humor, aplicativos que contam passos, monitoram o sono e medem até a frequência com que você respira errado.
No boteco, a linguagem continua humana — brutalmente humana. Ali alguém conta que perdeu dinheiro, levou um fora, brigou com o chefe ou cometeu uma burrice monumental, e de repente aquilo vira uma história engraçada.
Numa boa mesa de bar, ninguém suporta por muito tempo alguém que se leva a sério demais. O sujeito começa a discursar como se estivesse numa conferência da ONU e logo surge alguém dizendo: — Calma, professor. Termina a cerveja primeiro.
É um mecanismo de equilíbrio social rudimentar, mas extremamente eficaz.
Talvez seja por isso que o desaparecimento desse ambiente funcione como um marcador silencioso de decadência social. Quando as pessoas deixam de se reunir para rir de si mesmas, passam a procurar outros lugares para inflar a própria importância. E esses lugares costumam ser bem mais perigosos.
A história está cheia de exemplos de gente incapaz de contar uma piada sobre si mesma — e quase todos terminaram em algum tipo de problema coletivo. Ditadores raramente frequentam botecos. Não há registro confiável de que Hitler tivesse paciência para ouvir anedotas sobre seu bigode. Stálin também não parecia muito disposto a rir de si próprio; quem tentava geralmente acabava promovido a hóspede permanente da Sibéria.
No fundo, o boteco produz uma forma curiosa de inteligência coletiva: uma inteligência bem-humorada. Ela não resolve os grandes problemas do país, é verdade. Mas impede que a gente enlouqueça completamente tentando resolvê-los sozinho.
Talvez aí esteja a verdadeira sacada sociológica. Enquanto muitos acreditam que o avanço da civilização depende de mais produtividade, inteligência artificial, algoritmos, disciplina e autocontrole, pode ser que uma parte considerável da sanidade social dependa, na verdade, de três coisas muito mais simples:
Nesta quarta-feira (11), às 10h, em Solonópole, o governador Elmano de Freitas realiza a entrega de tablets a alunos da rede estadual no município e inaugura o Centro de Educação Infantil Professora Diana Maria Pinheiro.
O investimento no CEI é de R$ 2.204.010,00 e ele conta com berçário, dormitório, quatro salas de referência, banheiros infantis, refeitório, cantina, cozinha, além do bloco administrativo, com salas de espera, diretoria e coordenação, entre outros ambientes. A capacidade de atendimento é de 208 alunos.
Na ocasião, serão 273 alunos beneficiados com a entrega do tablet, que servirá como ferramenta para auxiliar no aprendizado.
Serviço
Entrega de tablets a estudantes e inauguração do CEI Professora Diana Maria Pinheiro Data: 11/03/2026 (quarta-feira) Horário:10 horas Local: Rua Carlos Freire Machado, s/n, Simião Machado – Solonópole /CE
A História é conexão, contato, cruzamento, múltiplas possibilidades dentro de uma linha científica, que precisam ser orientadas, analisadas; destrinchadas e contadas.
Tem História em todo canto, pois o homem é um ser histórico e, como ensina Marc Bloch: “a História é a ciência dos homens no tempo”.
Inseridos na cidade, essas histórias se conectam e narram e revelam as disputas e sagas das gentes e das temporalidades.
O evento “Nossa CearenCidade: Personalidades & Logradouros”, que será realizado nos Jardins da Casa Branca, sede do TRT-7, dia 13 de março de 2026, às 16h30, contará com a exposição do historiador Sandoval Matoso, que conduzirá uma reflexão sobre a História como campo de conexões, encontros e múltiplas possibilidades de interpretação, a partir da abordagem sobre duas personalidades que se conectam não somente pela contemporaneidade dos fatos históricos que estão inseridas, mas também, pela disposição dos logradouros que carregam seus nomes - ruas Costa Barros e Pereira Filgueiras (paralelas, que se encontrarão no infinito?!) que ligam o centro à área nobre da capital e revelam o quão distantes eram essas dias figuras históricas, ou seja, o quão praticamente impossível seria estarem juntos - assim como as paralelas.
A iniciativa integra as ações formativas e culturais da Escola Judicial e reforça o compromisso do TRT da 7ª Região com a promoção do conhecimento, da memória histórica e da reflexão crítica sobre a sociedade cearense.
Data: 13 de março de 2026
Horário: 16h30
Local: Jardins da Casa Branca – sede do TRT da 7ª Região
No percurso político pelas regiões do Ceará, chego aos sertões dos Inhamuns. É uma região rica em histórias, marcada pela superação de adversidades e pela presença de fortes lideranças políticas. Ali, a política se move muito na base das torcidas familiares organizadas. Feitosa, Mota, Aguiar, Montes, Noronha, Cavalcante, Sousa Bastos, Vieira e Bastos são alguns dos sobrenomes que pesam e influenciam.
O líder político dos Inhamuns se chama Domingos Filho. O presidente do PSD no Ceará foi deputado estadual, presidiu a Alece, foi vice-governador e é conselheiro em disponibilidade do Tribunal de Contas do Estado. Atualmente, por decisão judicial, comanda a poderosa Secretaria do Desenvolvimento Econômico. Domingos fez da filha, Gabriella Aguiar, deputada estadual e vice-prefeita de Fortaleza. A esposa, Patrícia Aguiar, está no sexto mandato de prefeita de Tauá, e o filho, Domingos Neto, é deputado federal. Muito poder concentrado.
Domingos não para de articular a presença do seu partido e até mesmo da família na alta escalação do Estado. Hoje se movimenta para estar na chapa ao Senado ou indicar um nome para vice-governador. Entre as possibilidades citadas por aliados na região estão Jade Romero, Cláudia Brilhante ou Patrícia Aguiar.
Seus opositores na região estão distantes no campo do prestígio político. Audic Mota não conseguiu consolidar o projeto de ser um forte opositor e acabou sem mandato. Chiquinho Feitosa é opositor eventual. Já Genecias Noronha mantém maior presença política: tem um filho deputado federal, conta com o apoio de seis prefeitos e consolidou sua posição de opositor ao governo no Ceará. Genecias lembra ainda que teve um irmão suplente do então senador José Pimentel e que havia acordo para assumir o mandato, o que não teria sido honrado, episódio que, segundo ele, ajudou a levá-lo para a oposição ao PT.
Os votos estão sobre a mesa. Cada deputado estadual conhece sua capacidade limite de votação em outubro. Dependentes de candidaturas majoritárias, prefeitos e vereadores, os atuais deputados fazem contas todos os dias. O choro é grande por votos e por dinheiro para bancar a campanha.
Deputados estaduais do PDT e do União Brasil estudam trocar de partido. Fernando Hugo e Lucilvio Girão estão procurando acomodação e miram até mesmo o PDT ou o Solidariedade. Larissa Gaspar deseja se filiar ao PSOL.
O secretário Chagas Vieira classificou como “cena bizarra” o diálogo entre Ciro Gomes e o deputado Capitão Wagner, em que o militar reformado afirma que, se Ciro precisar, ele será seu “segurança”. Ciro respondeu: “Venha ser meu senador”.
Chagas lembrou que Wagner foi responsável por motins durante o governo Cid Gomes e que Ciro costumava chamá-lo de “miliciano”.
O município de Icó foi o primeiro a entregar casas prontas do programa Minha Casa Minha Vida Rural. A solenidade, liderada pela prefeita Aurineide Amaro de Sousa, ocorreu no distrito de Lima Campos e contou com a presença da ex-prefeita Laís Nunes, que iniciou as obras.
No sertão, antigas casas de taipa estão sendo substituídas por moradias de alvenaria, com reboco, banheiro e água tratada. “É uma vida nova”, disse Laís Nunes.
O presidente do Podemos no Ceará, Bismarck Maia, anunciou a filiação dos filhos Eduardo Bismarck, deputado federal, e Guilherme Bismarck, suplente no exercício do mandato, ao partido.
Bismarck também abriu espaço para novos nomes. “Vamos montar chapas para deputado federal e estadual aproveitando a janela partidária”, declarou. Fernando Hugo e Lucilvio Girão estão no radar do Podemos.
A entrega do título de cidadão de Nova Russas ao senador Cid Gomes pode se transformar em grande ato político. Apoiadores do pré-candidato ao Senado, deputado Júnior Mano, organizam caravanas para prestigiar a solenidade. Cid confirmou presença na sexta-feira, no final da tarde, em Nova Russas.
Coube ao médico e deputado Heitor Ferrer mobilizar a sociedade em busca de um doador de medula óssea para o deputado Sargento Reginauro. O caso é considerado grave, pois o câncer está avançando. O Governo do Estado também mobiliza servidores públicos em campanhas de doação para ampliar as chances de encontrar um doador compatível.