quinta-feira, 22 de outubro de 2026

Romeu Aldigueri e Tainah Marinho participam de articulação nacional do PSB em apoio a Hugo Motta



O presidente da Assembleia Legislativa do Ceará (Alece), Romeu Aldigueri, e a deputada estadual eleita Tainah Marinho participaram de reunião nacional da bancada do Partido Socialista Brasileiro (PSB), com a presença do presidente nacional da sigla, João Campos, e de parlamentares do partido. O encontro confirmou o apoio unânime do PSB à reeleição do deputado federal Hugo Motta (Republicanos-PB) para a presidência da Câmara dos Deputados no próximo biênio.

A decisão do PSB se soma à manifestação de apoio do PDT, tornando as duas legendas, as primeiras a anunciarem oficialmente apoio à recondução de Hugo Motta ao comando da Câmara. A articulação reforça o diálogo entre os partidos em torno da condução dos trabalhos legislativos nacionais.

A reunião também contou com a presença de parlamentares como Pedro Campos, líder da bancada do PSB na Câmara, Tabata  Amaral, Roberio Monteiro, Idilvan Alencar, líder do partido Jarbas Donizeti além de outras lideranças da sigla. A participação de Romeu Aldigueri e Tainah Marinho reforça a presença de representantes cearenses nas discussões nacionais do partido.

Estudantes da Faculdade de Direito da UFC organiza evento pró-Lula


Professores da Faculdade de Direito da UFC e parlamentares do Psol Ceará participam, nesta quinta-feira, 22, da aula pública “O Direito Achado na Rua: o que está em jogo na eleição pra presidente?”. O encontro, organizado por núcleos estudantis da UFC, é público e ocorre às 9h, na Praça da Bandeira.

Aldigueri convidado por Lula para eventos


O presidente da Alece, deputado Romeu Aldigueri, participou ao lado do senador Camilo Santana de atos políticos de Lula pelo Nordeste. 

No Ceará, diariamente, Aldigueri mobiliza a população, pedindo votos.

Aldigueri garante feriadão para servidores


O presidente da Alece, Romeu Aldigueri, anunciou a transferência do ponto facultativo do Dia do Servidor Público para 30 de outubro, acompanhando a decisão do Governo do Ceará.

A medida garantirá um feriadão aos servidores, já que a segunda-feira, 2 de novembro, é feriado de Finados. Aldigueri também anunciou a antecipação do pagamento do salário de outubro para o dia 30.

Camilo e Chagas dizem que Lula passou Flávio


Em vídeo publicado no Instagram, o senador Camilo Santana e Chagas Vieira aparecem muito felizes. Os dois comemoram o empate técnico divulgado pela Quaest e transmitem confiança em uma virada de Lula.

“Chegamos ao empate, agora é ir para o olho no olho do eleitor e pedir o voto”, disse Chagas, que está em Brasília há 15 dias, trabalhando ao lado de Camilo na coordenação da campanha de Lula. A campanha melhorou muito no segundo turno, com menor influência de Janja e Edinho.


Como Lula reagirá


Uma ampliação do percentual de votos de Lula no Nordeste para 68% fortaleceria suas chances de reeleição. O resultado nacional, porém, depende também do desempenho nas demais regiões e do comparecimento às urnas.

A presença de Flávio Bolsonaro no Nordeste, reunindo apoiadores, lideranças e influenciadores digitais, mostra a importância da região na disputa. Flávio vem apresentando desempenho melhor que o do pai, Jair Bolsonaro, entre os nordestinos.

nordestino se mantém firme com Lula


A pesquisa Quaest mostrou os resultados por região. No Nordeste, Lula manteve 61% das intenções de voto, enquanto Flávio caiu de 32% para 31%. Lula precisa ampliar sua vantagem na região para fortalecer as chances de vitória.

No Sul, Flávio tem 61%, mesmo percentual da última pesquisa. Lula caiu de 30% para 28%. No Sudeste, Lula passou de 38% para 39%. Flávio recuou de 49% para 48%. No Norte e no Centro-Oeste, Lula foi de 40% para 41%. Flávio passou de 48% para 49%.

Um dado que renovou o ânimo da direita foi a mudança na percepção sobre quem vencerá a eleição, agora favorável a Flávio. Até o primeiro turno, Lula liderava nesse quesito.

A pesquisa Quaest mostrou o eleitor ainda mais indeciso


É surpreendente o resultado da pesquisa Quaest. Na consulta espontânea, o número de indecisos cresceu.

O que está deixando o eleitor receoso? Uma possível explicação é o maior conhecimento sobre os atos dos dois candidatos, principalmente de Flávio Bolsonaro. Parte do eleitorado queria mudanças, mas parece reconsiderar a aposta em Flávio.

Lula também enfrenta desgaste político com as investigações envolvendo seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, e a lobista Roberta Luchsinger. A defesa de Lulinha contesta as suspeitas e afirma que não há elementos que justifiquem a continuidade das apurações.

Com Flávio em 45% e Lula em 44% das intenções de voto, em empate técnico, teremos que aguardar mais um pouco para saber quem será eleito no domingo (25).

“O dado mais impressionante da pesquisa, no entanto, é aquele que abre o questionário: no voto espontâneo, Flávio e Lula têm o mesmo percentual de intenção de voto: 40%. O que cresceu da rodada anterior foi a indecisão. Dobrou. Saltou de 7% para 14%”, afirmou Felipe Nunes, diretor da Quaest.

A pior campanha presidencial deixa o eleitor desinteressado


Estamos experimentando a décima campanha presidencial desde a retomada das eleições diretas para presidente no Brasil. É notório o desinteresse do eleitor. No primeiro turno, 12 candidatos disputaram a preferência do eleitorado, mas cerca de 33 milhões de pessoas não foram votar.

As abstenções e os votos em branco e nulos somaram 39,1 milhões no primeiro turno, realizado no domingo, 4 de outubro. O número representou 24,8% dos eleitores aptos a votar. Segundo o instituto Quaest, a desconfiança foi o principal motivo para a ausência dos eleitores.


Eleitores fiéis a Lula são 35%; bolsonaristas representam 28% do eleitorado


As pesquisas eleitorais trazem um dado que ajuda a explicar a presença de Flávio Bolsonaro contra Lula no segundo turno. O ex-presidente Jair Bolsonaro construiu uma liderança no país ao assumir a representação da extrema direita, reunindo uma parcela da população insatisfeita com a atual ordem jurídica, econômica e social.

O embate entre a centro-esquerda e a extrema direita consolidou uma polarização que marca as últimas disputas presidenciais. Em 2018, Jair Bolsonaro foi eleito presidente. Em 2022, Lula impediu sua reeleição, vencendo a disputa. No próximo domingo, o eleitor brasileiro decidirá se Lula permanecerá ou não no Palácio do Planalto.

Evandro Leitão explicou por que votar em Lula: “É bom para o Ceará”


O prefeito de Fortaleza, Evandro Leitão, comanda a quarta capital mais populosa do país. É uma grande responsabilidade. A máquina municipal tem custos elevados, especialmente na saúde, com hospitais como o IJF e o Hospital da Mulher, além dos Frotinhas, Gonzaguinhas, UPAs, postos de saúde e serviços conveniados.

A prefeitura mantém uma rede com mais de 300 escolas, além de creches e outros equipamentos, como os Cucas e o Girassol. Também precisa manter a cidade limpa, cuidar da pavimentação e executar obras como viadutos, túneis, abertura de ruas e avenidas e drenagem.

“O presidente Lula nos ajudou na saúde, na educação, na infraestrutura, está fazendo o ITA, a Transnordestina, o Cinturão das Águas, trouxe os data centers, investiu no turismo e muito mais”, disse Evandro, para justificar o voto em Lula.

quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Fio do Professor Felipe Nunes: análise da pesquisa Quaest para presidente de 21 de outubro

Felipe Nunes: Esta é a eleição mais acirrada da história do Brasil

1. Pesquisa Quaest mostra que a eleição continua muito acirrada. Os dois candidatos continuam tecnicamente empatados. Nas nossas estimativas, com 95% de confiabilidade, a intenção de voto em Flávio está entre 43% e 47%. A de Lula, entre 42% e 46%. Indecisos podem chegar a 4%. 

Quaest: Flávio Bolsonaro tem 45% e Lula, 44%, em cenário de empate técnico no segundo turno. — Foto: Reprodução/X

Quaest: Flávio Bolsonaro tem 45% e Lula, 44%, em cenário de empate técnico no segundo turno. — Foto: Reprodução/X 

2. O quadro quase não se alterou entre as duas rodadas. A distância de 2 pontos passou para 1 ponto, mas essa oscilação na margem de erro não nos permite tirar nenhuma conclusão sobre ‘virada’, ‘mudança’ ou ‘vantagem’. 

Evolução das intenções de voto em Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) no segundo turno, segundo a Quaest, entre 14 e 21 de outubro. — Foto: Reprodução/X

Evolução das intenções de voto em Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) no segundo turno, segundo a Quaest, entre 14 e 21 de outubro. — Foto: Reprodução/X 

3. O voto útil de direita captado pela Quaest na última semana do primeiro turno já havia esvaziado o reservatório de votos dos outros candidatos e inflado Flávio. Na pesquisa, esse recall é fundamental para entender a matriz de mudança de voto. 

Pesquisa Quaest mostra como os eleitores dizem ter votado para presidente no primeiro turno das eleições de 2026. — Foto: Reprodução

Pesquisa Quaest mostra como os eleitores dizem ter votado para presidente no primeiro turno das eleições de 2026. — Foto: Reprodução 

4. A taxa de retenção de voto dos candidatos continua muito alta. Flávio retém 94% e Lula 95% de quem diz ter votado neles no 1º turno. Os 9 milhões de eleitores que votaram em outras alternativas (6%) estão se distribuindo mais para o Flávio (43%), do que para o Lula (37%). No eleitor que diz não ter ido votar ou que votou branco/nulo acontece o inverso: 40% dizem que agora votam em Lula e 36%, em Flávio. 

Pesquisa Quaest mostra a transferência de votos do primeiro para o segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro. — Foto: Reprodução/X

Pesquisa Quaest mostra a transferência de votos do primeiro para o segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro. — Foto: Reprodução/X 

5. Entre os subgrupos, a pesquisa sugere alta estabilidade entre as rodadas. Só há sinal de potencial mudança em um segmento: a vantagem do Lula sobre o Flávio entre beneficiários de programas sociais aumentou, saiu de 29 pp para 37 pp. 

Pesquisa Quaest mostra a evolução das intenções de voto em Lula e Flávio Bolsonaro no segundo turno entre beneficiários e não beneficiários do Bolsa Família. — Foto: Reprodução/X

Pesquisa Quaest mostra a evolução das intenções de voto em Lula e Flávio Bolsonaro no segundo turno entre beneficiários e não beneficiários do Bolsa Família. — Foto: Reprodução/X 

6. Este eleitorado corresponde a 21% da amostra e é politicamente importante por ter sido beneficiado com um aumento do governo. Para além disso, é o segmento em que mais cresceu o medo da volta da família Bolsonaro. Argumento de campanha que pode estar funcionando neste subgrupo. 

Quaest mostra o que mais provoca medo entre beneficiários e não beneficiários do Bolsa Família: a reeleição de Lula ou a volta da família Bolsonaro ao poder. — Foto: Reprodução/X

Quaest mostra o que mais provoca medo entre beneficiários e não beneficiários do Bolsa Família: a reeleição de Lula ou a volta da família Bolsonaro ao poder. — Foto: Reprodução/X 

7. O dado mais impressionante da pesquisa, no entanto, é aquele que abre o questionário: no voto espontâneo Flávio e Lula têm o mesmo % de intenção de voto: 40%. O que cresceu da rodada anterior foi a indecisão. Dobrou. Saltou de 7% para 14%. 

Evolução das intenções espontâneas de voto para presidente entre 14 e 21 de outubro, segundo a Quaest. — Foto: Reprodução/X

Evolução das intenções espontâneas de voto para presidente entre 14 e 21 de outubro, segundo a Quaest. — Foto: Reprodução/X 

8. Essa indecisão na escolha do candidato de forma espontânea se destaca, especialmente, entre alguns subgrupos. Entre as mulheres, por exemplo, os dois candidatos perderam intenção de voto e a indecisão foi para 17%. 

Pesquisa Quaest mostra a evolução das intenções espontâneas de voto para presidente entre homens e mulheres. — Foto: Reprodução/X 

9. E entre os independentes, eleitores pragmáticos, não ideológicos, não calcificados, aqueles que decidirão a eleição no próximo domingo, a indecisão saiu de 13% para 31%. Sinalização clara de descontentamento com as opções e com a campanha negativa que vem sendo apresentada. 

Quaest mostra as intenções espontâneas de voto em Lula e Flávio Bolsonaro por identificação política dos eleitores. — Foto: Reprodução/X 

10. A alta imprevisibilidade desta eleição aparece também no volume de eleitores que ainda pode mudar o voto. No total da amostra, são 10%. Entre eleitores do Lula são 9%, entre eleitores do Flávio são 7%. 

Pesquisa Quaest mostra o percentual de eleitores de Lula e Flávio Bolsonaro que consideram sua escolha de voto definitiva ou admitem mudar até o segundo turno. — Foto: Reprodução/X 

11. O potencial de voto dos dois candidatos oscilou pra cima. Lula ampliou de 47% para 49% e Flávio de 46% para 48%. Em compensação, a rejeição diminuiu. O não-voto em Lula saiu de 53% para 47%. Flávio saiu de 54% para 52% de rejeição. 

Evolução da rejeição e do potencial de voto em Lula e Flávio Bolsonaro, segundo a Quaest. — Foto: Reprodução/X 

12. A bala de prata do governo nesses últimos dias, foi o seu maior adversário ao longo dessa campanha: a aprovação! Com o amplo pacote de benesses anunciado, a aprovação de Lula chega ao seu melhor patamar desde 14/ago: 46% aprovam e 47% desaprovam o governo. 

Pesquisa Quaest mostra a evolução da aprovação e da desaprovação do governo Lula entre janeiro e outubro de 2026. — Foto: Reprodução/X 

13. A Quaest entrevistou 2.154 pessoas entre 17 e 20/out. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com 95% de confiança. Registro no TSE: BR-08535/2026. 


Quaest, 2º turno: Flávio Bolsonaro, 45%; Lula, 44%

Quaest, 2º turno: Flávio Bolsonaro, 45%; Lula, 44%

Pesquisa Quaest do segundo turno, divulgada nesta quarta-feira (21), mostra Flávio Bolsonaro (PL) com 45% das intenções de voto, contra 44% de Lula (PT). A situação é de empate técnico, com 1 ponto de diferença entre os dois candidatos. 

Para o diretor da Quaest e professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Felipe Nunes, a pesquisa mostra um cenário de disputa "muito acirrada". 

"O quadro quase não se alterou entre as duas rodadas. A distância de 2 pontos passou para 1 ponto, mas essa oscilação na margem de erro não nos permite tirar nenhuma conclusão sobre ‘virada’, ‘mudança’ ou ‘vantagem'", escreveu Nunes no X.

A pesquisa foi encomendada pela Globo e pelo jornal O Globo. Veja os números: 

  • Flávio Bolsonaro (PL): 45% (eram 46% há uma semana)
  • Lula (PT): 44% (eram 44%)
  • Branco/nulo/não vai votar: 9% (eram 9%)
  • Indecisos: 2% (era 1%)
Quaest: 2º turno: estimulada — Foto: Arte/g1

Quaest: 2º turno: estimulada — Foto: Arte/g1 

Em relação à pesquisa Quaest anterior, divulgada há uma semana, no dia 14, Flávio Bolsonaro oscilou um ponto para baixo (tinha 46%) e Lula manteve os 44%. A situação já era de empate técnico e assim se manteve. O percentual de votos em branco, nulos e de pessoas que não vão votar se manteve em 9%. Os indecisos passaram de 1% para 2%. 

🔎 Em pesquisas eleitorais, o empate técnicoacontece quando candidatos têm uma diferença de pontuação menor do que a margem de erro. Na Quaest, a margem é de dois pontos para mais ou para menos. Ou seja, se a diferença entre os candidatos for de até quatro pontos, a situação é de empate técnico.

Veja como está a diferença de intenção de voto entre Flávio Bolsonaro e Lula considerando a margem de erro: 

Gráfico mostra intervalos de intenções de voto de Lula e Flávio Bolsonaro, considerando a margem de erro — Foto: Reprodução/Quaest 

📋A pesquisa Quaest de 21 de outubro ouviu 2.154 pessoas de 16 anos ou mais, entre os dias 17 e 20 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) como BR-08535/2026.

Confira os destaques da pesquisa Quaest presidencial de 21 de outubro:

  1. Disputa acirrada e estável no quadro geral — Flávio Bolsonaro oscilou de 46% para 45% das intenções de voto no segundo turno, enquanto Lula manteve 44%. Os dois seguem tecnicamente empatados.
  2. Movimentos favoráveis a Lula entre beneficiários do Bolsa Família — Lula passou de 60% para 62% de intenção de voto entre os beneficiários do programa, enquanto Flávio oscilou para baixo, de 31% para 27%. Aumentou a vantagem do petista nesse grupo.
  3. Aumento de indecisos na espontânea — O percentual de eleitores que não sabem em quem votar subiu de 7% para 14% na intenção de voto espontânea. Lula e Flávio aparecem empatados, com 40% cada na espontânea.
  4. Queda na rejeição de Lula — A rejeição ao presidente caiu de 53% para 47%, enquanto o percentual dos que poderiam votar nele oscilou para cima, de 47% para 49%.
  5. Oscilação favorável a Lula na avaliação do governo — A aprovação da gestão passou de 45% para 46%, enquanto a desaprovação foi de 48% para 47%. 
  6. Medo da volta da família Bolsonaro volta a superar o da reeleição de Lula — Após empate numérico na pesquisa anterior (43% para cada), o receio de um retorno dos Bolsonaro ao poder voltou a ficar numericamente à frente: 44% dizem temer mais esse cenário, ante 42% que temem mais um governo Lula.

Felipe Nunes, diretor da Quaest, afirma que a situação é de estabilidade nos dados de intenção de voto também quando se analisam os estratos, por exemplo, por região, sexo, raça, renda e escolaridade. A exceção se dá entre as pessoas que recebem Bolsa Família. 

"Só há sinal de potencial mudança em um segmento: a vantagem do Lula sobre o Flávio entre beneficiários de programas sociais aumentou, saiu de 29 pp para 37 pp", diz o professor. 

Nunes aponta que tanto Flávio Bolsonaro quanto Lula têm uma taxa "muito alta" de retenção dos eleitores que votaram neles no primeiro turno. O candidato do PL retém 94% e Lula, 95%. 

"Os 9 milhões de eleitores que votaram em outras alternativas (6%) estão se distribuindo mais para o Flávio (43%), do que para o Lula (37%). No eleitor que diz não ter ido votar ou que votou branco/nulo acontece o inverso: 40% dizem que agora votam Lula e 36% Flávio", diz Nunes.

De uma semana para outra, a rejeição a Lula caiu de 53% para 47%. A rejeição a Flávio Bolsonaro oscilou dois pontos para baixo, de 54% para 52%. 

A rejeição a Flávio é maior entre os beneficiários do Bolsa Família: 68% afirmam que não votariam nele. Nesse grupo, 27% rejeitam Lula. 

Quaest, 2º turno: rejeição dos candidatos à Presidência — Foto: Arte/g1 

A Quaest mostra também a transferência de votos do primeiro para o segundo turno, com as evoluções desde a pesquisa anterior, de uma semana atrás. 

A margem de erro para esses recortes varia e é maior, porque são grupos menores de eleitores. 

Gráfico mostra transferência de votos e variação em relação à pesquisa anterior — Foto: Reprodução/Quaest 

Eleitores de Augusto Cury no 1º turno (margem de erro: 17 pontos)

  • Declaram voto em Lula: passou de 34% no dia 14 de outubro para 48% agora
  • Declaram voto em Flávio Bolsonaro: passou de 30% para 33%
  • Branco/nulo/não vai votar: passou de 30% para 16%
  • Indecisos: passou de 6% para 3%

Eleitores de Ronaldo Caiado (margem de erro: 24 pontos)

  • Flávio Bolsonaro: passou de 42% para 57%
  • Lula: passou de 23% para 21%
  • Branco/nulo/não vai votar: passou de 33% para 22%
  • Indecisos: passou de 2% para 0

Eleitores de Renan Santos (margem de erro: 20 pontos)

  • Flávio Bolsonaro: passou de 40% para 51%
  • Lula: passou de 14% para 25%
  • Branco/nulo/não vai votar: passou de 43% para 24%
  • Indecisos: passou de 3% para 0

Eleitores que não votaram ou votaram em branco/nulo (margem de erro: 6 pontos)

  • Lula: passou de 43% para 40%
  • Flávio Bolsonaro: passou de 38% para 36%
  • Branco/nulo/não vai votar: passou de 17% para 21%
  • Indecisos: passou de 2% para 3%

Quaest, 2º turno: espontânea — Foto: Arte/g1 

Na pesquisa espontânea, quando os eleitores entrevistados respondem sem ver os nomes dos candidatos, Flávio Bolsonaro e Lula têm 40% cada um. 

O número de indecisos passou de 7% para 14% desde a semana passada, e o percentual de votos em branco e nulos variou de 8% para 6%. 

"O dado mais impressionante da pesquisa, no entanto, é aquele que abre o questionário: no voto espontâneo, Flávio e Lula têm o mesmo percentual de intenção de voto: 40%. O que cresceu da rodada anterior foi a indecisão. Dobrou. Saltou de 7% para 14%", analisa Felipe Nunes, diretor da Quaest.

Entre as mulheres, o percentual de indecisos passou de 8% para 17%. Entre os eleitores independentes -- que não são nem petistas nem bolsonaristas, nem de direita nem de esquerda --, a parcela de indecisos foi de 13% para 31%. 

A Quest perguntou aos eleitores se a decisão de voto deles era definitiva ou se ainda podia mudar. Veja o que os entrevistados responderam: 

  • É definitiva: 90%
  • Pode mudar: 10%

Entre eleitores de Lula, 90% dizem que a decisão é definitiva e 9%, que ainda podem mudar o voto. Entre eleitores de Flávio Bolsonaro, os números são 93% e 7%, respectivamente. 

Entre os entrevistados, 54% acham que Flávio Bolsonaro vai vencer a disputa (eram 53% na pesquisa anterior), e 37% apontam Lula como favorito (eram 35%).

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