quinta-feira, 22 de outubro de 2026

Delano Macêdo vence o Prêmio Equilibrista 2026, principal reconhecimento do IBEF Ceará. Karine Medeiros recebe o título de Executiva de Finanças do Ano



O Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças do Ceará (IBEF-CE) anuncia Delano Macêdo, sócio-fundador e diretor da Solis Investimentos, como vencedor do Prêmio Equilibrista 2026, principal reconhecimento concedido pela instituição a lideranças do mercado financeiro e empresarial cearense. O instituto também comunica que a CFO da Calila Administração e Comércio S.A./Grupo JCC, Karine Medeiros, foi a vencedora do prêmio Executivo de Finanças do Ano, também promovido pelo IBEF Ceará. Os dois executivos foram escolhidos por votação dos associados do Instituto e serão homenageados no dia 10 de novembro, a partir das 18h, no Hotel Gran Marquise, em Fortaleza. A cerimônia integra a programação comemorativa dos 40 anos do IBEF Ceará. 

A conquista de Delano Macêdo destaca sua trajetória no mercado financeiro, com atuação especializada em crédito estruturado e fundos de investimento em direitos creditórios (FIDCs). À frente da Solis Investimentos, o empresário foi reconhecido como melhor gestor de FIDCs pelos leitores da revista Investidor Institucional. Em janeiro de 2026, a gestora teve 51% de participação adquiridos pelo Pátria Investimentos, movimento que marcou uma nova etapa de sua expansão. O Prêmio Equilibrista reconhece profissionais que se destacam pela liderança, visão estratégica e contribuição para o desenvolvimento econômico e empresarial.

O título de Executivo de Finanças do Ano, concedido a Karine Medeiros, coroa sua liderança na gestão financeira de empreendimentos como os shopping centers Iguatemi Bosque, Bosque Grão-Pará e Bosque dos Ipês. Com experiência em auditoria, planejamento e gestão financeira, a executiva construiu sua trajetória profissional em empresas como EY, Norsa e Ambev. Formada em Administração e Ciências Contábeis, com mestrado e doutorado, Karine é reconhecida por sua atuação na gestão financeira e pelo desenvolvimento de estratégias voltadas à eficiência e à sustentabilidade dos negócios.

A edição de 2026 também contará com a entrega do Prêmio Excelência Empresarial à Guanabara Express, escolhida pelos associados do Instituto em reconhecimento à sua trajetória, inovação e compromisso com a sustentabilidade. A cerimônia ganha significado especial por celebrar os 40 anos do IBEF Ceará, instituição que atua desde 1986 no fortalecimento da comunidade financeira, na valorização de lideranças e na promoção do conhecimento e das boas práticas de gestão. Em sua 14ª edição, o Prêmio Equilibrista consolida-se como uma homenagem a profissionais cujas trajetórias contribuem para o desenvolvimento econômico do Ceará.

“A solenidade reunirá executivos, empresários, autoridades e representantes de diferentes setores da economia cearense em uma noite dedicada ao reconhecimento dessas lideranças e à celebração das quatro décadas de atuação do Instituto”, destaca o presidente do IBEF Ceará, Renato Aguiar.

Enel reforça operação para garantir fornecimento de energia no 2° turno das eleições 2026


Para garantir maior confiabilidade e continuidade do fornecimento de energia durante o segundo turno das eleições gerais de 2026, que acontece no próximo domingo (25), a Enel Distribuição Ceará reforça sua operação especial em todo o Estado. A estrutura envolve eletricistas, técnicos de segurança, engenheiros e gestores, além das equipes do Centro de Operações, que funciona 24 horas por dia no monitoramento do sistema elétrico, no acompanhamento de ocorrências e na coordenação dos profissionais em campo.

Em parceria com o Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE), a distribuidora organizou uma estrutura de atendimento que contempla 6.670 locais de votação, 98 locais de apuração e 91 cartórios eleitorais. O mapeamento permite acompanhar o fornecimento de energia nesses endereços e direcionar as equipes de forma mais ágil em caso de ocorrências. A Enel e o TRE-CE também mantêm um canal direto de comunicação para concentrar as demandas emergenciais e agilizar o atendimento.

Como parte das ações preventivas, a operação inclui inspeções e manutenções nos circuitos e equipamentos envolvidos. Entre as atividades realizadas estão inspeções termográficas e visuais, podas e substituição de equipamentos, além de outras medidas voltadas ao aumento da confiabilidade da rede elétrica.

Para reforçar a capacidade de atendimento, a Enel contará com 608 equipes e 1.200 colaboradores em campo, distribuídos em pontos estratégicos do Estado. Os profissionais estarão de prontidão para agilizar a atuação em caso de ocorrências. No Centro de Operações, os técnicos estarão preparados para realizar manobras remotas e coordenar o trabalho das equipes, sempre que necessário.

A distribuidora conta ainda com uma estrutura de contingência formada por geradores, eletrocentros, inversores, minigeradores e postes telescópicos, que poderão ser mobilizados conforme a necessidade. Especificamente para a sede do TRE-CE, a Enel disponibilizará um gerador de grande porte e uma equipe de prontidão como estrutura de backup, ampliando a capacidade de resposta em caso de eventual contingência. O plano contempla também ações integradas de segurança, com reforço de policiamento em instalações consideradas estratégicas para a operação do sistema elétrico durante o período eleitoral.

*Monitoramento e atuação integrada*

Além das medidas preventivas e da estrutura de atendimento, o acompanhamento das condições meteorológicas integra a estratégia para o segundo turno. Em parceria com a Climatempo, a Enel utiliza boletins diários com previsões para cinco dias, além de ferramentas próprias e informações de órgãos estaduais e locais, para avaliar possíveis situações de risco relacionadas principalmente a ventos e chuvas. Essa análise contribui para definir o nível de prontidão e direcionar equipes às regiões que possam demandar maior atenção.

A atuação integrada também prevê interlocução com órgãos públicos, como a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros, sempre que necessário. Essa articulação permite coordenar as ações em situações emergenciais e oferecer suporte às equipes envolvidas. A estrutura de segurança da distribuidora contará ainda com profissionais responsáveis pelo acompanhamento e pelo atendimento diferenciado a eventuais emergências.

Com a combinação de medidas preventivas, monitoramento contínuo, equipes de prontidão e recursos de contingência, a Enel busca ampliar sua capacidade de resposta durante o segundo turno e contribuir para a continuidade do fornecimento de energia nos locais de votação e apuração em todo o Ceará.

*Serviço*

Para comunicar ocorrências, solicitar serviços ou obter informações, os clientes da Enel Distribuição Ceará podem entrar em contato pelo aplicativo Enel Ceará, disponível gratuitamente para iOS e Android; pelo site da companhia; pelas redes sociais; ou pela Central de Atendimento, no número 0800 285 0196, que funciona 24 horas por dia, com ligação gratuita de qualquer ponto do Estado. Os clientes também podem entrar em contato pelo WhatsApp da Elena, no número (21) 99601-9608.

Romeu Aldigueri e Tainah Marinho participam de articulação nacional do PSB em apoio a Hugo Motta



O presidente da Assembleia Legislativa do Ceará (Alece), Romeu Aldigueri, e a deputada estadual eleita Tainah Marinho participaram de reunião nacional da bancada do Partido Socialista Brasileiro (PSB), com a presença do presidente nacional da sigla, João Campos, e de parlamentares do partido. O encontro confirmou o apoio unânime do PSB à reeleição do deputado federal Hugo Motta (Republicanos-PB) para a presidência da Câmara dos Deputados no próximo biênio.

A decisão do PSB se soma à manifestação de apoio do PDT, tornando as duas legendas, as primeiras a anunciarem oficialmente apoio à recondução de Hugo Motta ao comando da Câmara. A articulação reforça o diálogo entre os partidos em torno da condução dos trabalhos legislativos nacionais.

A reunião também contou com a presença de parlamentares como Pedro Campos, líder da bancada do PSB na Câmara, Tabata  Amaral, Roberio Monteiro, Idilvan Alencar, líder do partido Jarbas Donizeti além de outras lideranças da sigla. A participação de Romeu Aldigueri e Tainah Marinho reforça a presença de representantes cearenses nas discussões nacionais do partido.

Estudantes da Faculdade de Direito da UFC organiza evento pró-Lula


Professores da Faculdade de Direito da UFC e parlamentares do Psol Ceará participam, nesta quinta-feira, 22, da aula pública “O Direito Achado na Rua: o que está em jogo na eleição pra presidente?”. O encontro, organizado por núcleos estudantis da UFC, é público e ocorre às 9h, na Praça da Bandeira.

Aldigueri convidado por Lula para eventos


O presidente da Alece, deputado Romeu Aldigueri, participou ao lado do senador Camilo Santana de atos políticos de Lula pelo Nordeste. 

No Ceará, diariamente, Aldigueri mobiliza a população, pedindo votos.

Aldigueri garante feriadão para servidores


O presidente da Alece, Romeu Aldigueri, anunciou a transferência do ponto facultativo do Dia do Servidor Público para 30 de outubro, acompanhando a decisão do Governo do Ceará.

A medida garantirá um feriadão aos servidores, já que a segunda-feira, 2 de novembro, é feriado de Finados. Aldigueri também anunciou a antecipação do pagamento do salário de outubro para o dia 30.

Camilo e Chagas dizem que Lula passou Flávio


Em vídeo publicado no Instagram, o senador Camilo Santana e Chagas Vieira aparecem muito felizes. Os dois comemoram o empate técnico divulgado pela Quaest e transmitem confiança em uma virada de Lula.

“Chegamos ao empate, agora é ir para o olho no olho do eleitor e pedir o voto”, disse Chagas, que está em Brasília há 15 dias, trabalhando ao lado de Camilo na coordenação da campanha de Lula. A campanha melhorou muito no segundo turno, com menor influência de Janja e Edinho.


Como Lula reagirá


Uma ampliação do percentual de votos de Lula no Nordeste para 68% fortaleceria suas chances de reeleição. O resultado nacional, porém, depende também do desempenho nas demais regiões e do comparecimento às urnas.

A presença de Flávio Bolsonaro no Nordeste, reunindo apoiadores, lideranças e influenciadores digitais, mostra a importância da região na disputa. Flávio vem apresentando desempenho melhor que o do pai, Jair Bolsonaro, entre os nordestinos.

nordestino se mantém firme com Lula


A pesquisa Quaest mostrou os resultados por região. No Nordeste, Lula manteve 61% das intenções de voto, enquanto Flávio caiu de 32% para 31%. Lula precisa ampliar sua vantagem na região para fortalecer as chances de vitória.

No Sul, Flávio tem 61%, mesmo percentual da última pesquisa. Lula caiu de 30% para 28%. No Sudeste, Lula passou de 38% para 39%. Flávio recuou de 49% para 48%. No Norte e no Centro-Oeste, Lula foi de 40% para 41%. Flávio passou de 48% para 49%.

Um dado que renovou o ânimo da direita foi a mudança na percepção sobre quem vencerá a eleição, agora favorável a Flávio. Até o primeiro turno, Lula liderava nesse quesito.

A pesquisa Quaest mostrou o eleitor ainda mais indeciso


É surpreendente o resultado da pesquisa Quaest. Na consulta espontânea, o número de indecisos cresceu.

O que está deixando o eleitor receoso? Uma possível explicação é o maior conhecimento sobre os atos dos dois candidatos, principalmente de Flávio Bolsonaro. Parte do eleitorado queria mudanças, mas parece reconsiderar a aposta em Flávio.

Lula também enfrenta desgaste político com as investigações envolvendo seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, e a lobista Roberta Luchsinger. A defesa de Lulinha contesta as suspeitas e afirma que não há elementos que justifiquem a continuidade das apurações.

Com Flávio em 45% e Lula em 44% das intenções de voto, em empate técnico, teremos que aguardar mais um pouco para saber quem será eleito no domingo (25).

“O dado mais impressionante da pesquisa, no entanto, é aquele que abre o questionário: no voto espontâneo, Flávio e Lula têm o mesmo percentual de intenção de voto: 40%. O que cresceu da rodada anterior foi a indecisão. Dobrou. Saltou de 7% para 14%”, afirmou Felipe Nunes, diretor da Quaest.

A pior campanha presidencial deixa o eleitor desinteressado


Estamos experimentando a décima campanha presidencial desde a retomada das eleições diretas para presidente no Brasil. É notório o desinteresse do eleitor. No primeiro turno, 12 candidatos disputaram a preferência do eleitorado, mas cerca de 33 milhões de pessoas não foram votar.

As abstenções e os votos em branco e nulos somaram 39,1 milhões no primeiro turno, realizado no domingo, 4 de outubro. O número representou 24,8% dos eleitores aptos a votar. Segundo o instituto Quaest, a desconfiança foi o principal motivo para a ausência dos eleitores.


Eleitores fiéis a Lula são 35%; bolsonaristas representam 28% do eleitorado


As pesquisas eleitorais trazem um dado que ajuda a explicar a presença de Flávio Bolsonaro contra Lula no segundo turno. O ex-presidente Jair Bolsonaro construiu uma liderança no país ao assumir a representação da extrema direita, reunindo uma parcela da população insatisfeita com a atual ordem jurídica, econômica e social.

O embate entre a centro-esquerda e a extrema direita consolidou uma polarização que marca as últimas disputas presidenciais. Em 2018, Jair Bolsonaro foi eleito presidente. Em 2022, Lula impediu sua reeleição, vencendo a disputa. No próximo domingo, o eleitor brasileiro decidirá se Lula permanecerá ou não no Palácio do Planalto.

Evandro Leitão explicou por que votar em Lula: “É bom para o Ceará”


O prefeito de Fortaleza, Evandro Leitão, comanda a quarta capital mais populosa do país. É uma grande responsabilidade. A máquina municipal tem custos elevados, especialmente na saúde, com hospitais como o IJF e o Hospital da Mulher, além dos Frotinhas, Gonzaguinhas, UPAs, postos de saúde e serviços conveniados.

A prefeitura mantém uma rede com mais de 300 escolas, além de creches e outros equipamentos, como os Cucas e o Girassol. Também precisa manter a cidade limpa, cuidar da pavimentação e executar obras como viadutos, túneis, abertura de ruas e avenidas e drenagem.

“O presidente Lula nos ajudou na saúde, na educação, na infraestrutura, está fazendo o ITA, a Transnordestina, o Cinturão das Águas, trouxe os data centers, investiu no turismo e muito mais”, disse Evandro, para justificar o voto em Lula.

quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Fio do Professor Felipe Nunes: análise da pesquisa Quaest para presidente de 21 de outubro

Felipe Nunes: Esta é a eleição mais acirrada da história do Brasil

1. Pesquisa Quaest mostra que a eleição continua muito acirrada. Os dois candidatos continuam tecnicamente empatados. Nas nossas estimativas, com 95% de confiabilidade, a intenção de voto em Flávio está entre 43% e 47%. A de Lula, entre 42% e 46%. Indecisos podem chegar a 4%. 

Quaest: Flávio Bolsonaro tem 45% e Lula, 44%, em cenário de empate técnico no segundo turno. — Foto: Reprodução/X

Quaest: Flávio Bolsonaro tem 45% e Lula, 44%, em cenário de empate técnico no segundo turno. — Foto: Reprodução/X 

2. O quadro quase não se alterou entre as duas rodadas. A distância de 2 pontos passou para 1 ponto, mas essa oscilação na margem de erro não nos permite tirar nenhuma conclusão sobre ‘virada’, ‘mudança’ ou ‘vantagem’. 

Evolução das intenções de voto em Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) no segundo turno, segundo a Quaest, entre 14 e 21 de outubro. — Foto: Reprodução/X

Evolução das intenções de voto em Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) no segundo turno, segundo a Quaest, entre 14 e 21 de outubro. — Foto: Reprodução/X 

3. O voto útil de direita captado pela Quaest na última semana do primeiro turno já havia esvaziado o reservatório de votos dos outros candidatos e inflado Flávio. Na pesquisa, esse recall é fundamental para entender a matriz de mudança de voto. 

Pesquisa Quaest mostra como os eleitores dizem ter votado para presidente no primeiro turno das eleições de 2026. — Foto: Reprodução

Pesquisa Quaest mostra como os eleitores dizem ter votado para presidente no primeiro turno das eleições de 2026. — Foto: Reprodução 

4. A taxa de retenção de voto dos candidatos continua muito alta. Flávio retém 94% e Lula 95% de quem diz ter votado neles no 1º turno. Os 9 milhões de eleitores que votaram em outras alternativas (6%) estão se distribuindo mais para o Flávio (43%), do que para o Lula (37%). No eleitor que diz não ter ido votar ou que votou branco/nulo acontece o inverso: 40% dizem que agora votam em Lula e 36%, em Flávio. 

Pesquisa Quaest mostra a transferência de votos do primeiro para o segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro. — Foto: Reprodução/X

Pesquisa Quaest mostra a transferência de votos do primeiro para o segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro. — Foto: Reprodução/X 

5. Entre os subgrupos, a pesquisa sugere alta estabilidade entre as rodadas. Só há sinal de potencial mudança em um segmento: a vantagem do Lula sobre o Flávio entre beneficiários de programas sociais aumentou, saiu de 29 pp para 37 pp. 

Pesquisa Quaest mostra a evolução das intenções de voto em Lula e Flávio Bolsonaro no segundo turno entre beneficiários e não beneficiários do Bolsa Família. — Foto: Reprodução/X

Pesquisa Quaest mostra a evolução das intenções de voto em Lula e Flávio Bolsonaro no segundo turno entre beneficiários e não beneficiários do Bolsa Família. — Foto: Reprodução/X 

6. Este eleitorado corresponde a 21% da amostra e é politicamente importante por ter sido beneficiado com um aumento do governo. Para além disso, é o segmento em que mais cresceu o medo da volta da família Bolsonaro. Argumento de campanha que pode estar funcionando neste subgrupo. 

Quaest mostra o que mais provoca medo entre beneficiários e não beneficiários do Bolsa Família: a reeleição de Lula ou a volta da família Bolsonaro ao poder. — Foto: Reprodução/X

Quaest mostra o que mais provoca medo entre beneficiários e não beneficiários do Bolsa Família: a reeleição de Lula ou a volta da família Bolsonaro ao poder. — Foto: Reprodução/X 

7. O dado mais impressionante da pesquisa, no entanto, é aquele que abre o questionário: no voto espontâneo Flávio e Lula têm o mesmo % de intenção de voto: 40%. O que cresceu da rodada anterior foi a indecisão. Dobrou. Saltou de 7% para 14%. 

Evolução das intenções espontâneas de voto para presidente entre 14 e 21 de outubro, segundo a Quaest. — Foto: Reprodução/X

Evolução das intenções espontâneas de voto para presidente entre 14 e 21 de outubro, segundo a Quaest. — Foto: Reprodução/X 

8. Essa indecisão na escolha do candidato de forma espontânea se destaca, especialmente, entre alguns subgrupos. Entre as mulheres, por exemplo, os dois candidatos perderam intenção de voto e a indecisão foi para 17%. 

Pesquisa Quaest mostra a evolução das intenções espontâneas de voto para presidente entre homens e mulheres. — Foto: Reprodução/X 

9. E entre os independentes, eleitores pragmáticos, não ideológicos, não calcificados, aqueles que decidirão a eleição no próximo domingo, a indecisão saiu de 13% para 31%. Sinalização clara de descontentamento com as opções e com a campanha negativa que vem sendo apresentada. 

Quaest mostra as intenções espontâneas de voto em Lula e Flávio Bolsonaro por identificação política dos eleitores. — Foto: Reprodução/X 

10. A alta imprevisibilidade desta eleição aparece também no volume de eleitores que ainda pode mudar o voto. No total da amostra, são 10%. Entre eleitores do Lula são 9%, entre eleitores do Flávio são 7%. 

Pesquisa Quaest mostra o percentual de eleitores de Lula e Flávio Bolsonaro que consideram sua escolha de voto definitiva ou admitem mudar até o segundo turno. — Foto: Reprodução/X 

11. O potencial de voto dos dois candidatos oscilou pra cima. Lula ampliou de 47% para 49% e Flávio de 46% para 48%. Em compensação, a rejeição diminuiu. O não-voto em Lula saiu de 53% para 47%. Flávio saiu de 54% para 52% de rejeição. 

Evolução da rejeição e do potencial de voto em Lula e Flávio Bolsonaro, segundo a Quaest. — Foto: Reprodução/X 

12. A bala de prata do governo nesses últimos dias, foi o seu maior adversário ao longo dessa campanha: a aprovação! Com o amplo pacote de benesses anunciado, a aprovação de Lula chega ao seu melhor patamar desde 14/ago: 46% aprovam e 47% desaprovam o governo. 

Pesquisa Quaest mostra a evolução da aprovação e da desaprovação do governo Lula entre janeiro e outubro de 2026. — Foto: Reprodução/X 

13. A Quaest entrevistou 2.154 pessoas entre 17 e 20/out. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com 95% de confiança. Registro no TSE: BR-08535/2026. 


Quaest, 2º turno: Flávio Bolsonaro, 45%; Lula, 44%

Quaest, 2º turno: Flávio Bolsonaro, 45%; Lula, 44%

Pesquisa Quaest do segundo turno, divulgada nesta quarta-feira (21), mostra Flávio Bolsonaro (PL) com 45% das intenções de voto, contra 44% de Lula (PT). A situação é de empate técnico, com 1 ponto de diferença entre os dois candidatos. 

Para o diretor da Quaest e professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Felipe Nunes, a pesquisa mostra um cenário de disputa "muito acirrada". 

"O quadro quase não se alterou entre as duas rodadas. A distância de 2 pontos passou para 1 ponto, mas essa oscilação na margem de erro não nos permite tirar nenhuma conclusão sobre ‘virada’, ‘mudança’ ou ‘vantagem'", escreveu Nunes no X.

A pesquisa foi encomendada pela Globo e pelo jornal O Globo. Veja os números: 

  • Flávio Bolsonaro (PL): 45% (eram 46% há uma semana)
  • Lula (PT): 44% (eram 44%)
  • Branco/nulo/não vai votar: 9% (eram 9%)
  • Indecisos: 2% (era 1%)
Quaest: 2º turno: estimulada — Foto: Arte/g1

Quaest: 2º turno: estimulada — Foto: Arte/g1 

Em relação à pesquisa Quaest anterior, divulgada há uma semana, no dia 14, Flávio Bolsonaro oscilou um ponto para baixo (tinha 46%) e Lula manteve os 44%. A situação já era de empate técnico e assim se manteve. O percentual de votos em branco, nulos e de pessoas que não vão votar se manteve em 9%. Os indecisos passaram de 1% para 2%. 

🔎 Em pesquisas eleitorais, o empate técnicoacontece quando candidatos têm uma diferença de pontuação menor do que a margem de erro. Na Quaest, a margem é de dois pontos para mais ou para menos. Ou seja, se a diferença entre os candidatos for de até quatro pontos, a situação é de empate técnico.

Veja como está a diferença de intenção de voto entre Flávio Bolsonaro e Lula considerando a margem de erro: 

Gráfico mostra intervalos de intenções de voto de Lula e Flávio Bolsonaro, considerando a margem de erro — Foto: Reprodução/Quaest 

📋A pesquisa Quaest de 21 de outubro ouviu 2.154 pessoas de 16 anos ou mais, entre os dias 17 e 20 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) como BR-08535/2026.

Confira os destaques da pesquisa Quaest presidencial de 21 de outubro:

  1. Disputa acirrada e estável no quadro geral — Flávio Bolsonaro oscilou de 46% para 45% das intenções de voto no segundo turno, enquanto Lula manteve 44%. Os dois seguem tecnicamente empatados.
  2. Movimentos favoráveis a Lula entre beneficiários do Bolsa Família — Lula passou de 60% para 62% de intenção de voto entre os beneficiários do programa, enquanto Flávio oscilou para baixo, de 31% para 27%. Aumentou a vantagem do petista nesse grupo.
  3. Aumento de indecisos na espontânea — O percentual de eleitores que não sabem em quem votar subiu de 7% para 14% na intenção de voto espontânea. Lula e Flávio aparecem empatados, com 40% cada na espontânea.
  4. Queda na rejeição de Lula — A rejeição ao presidente caiu de 53% para 47%, enquanto o percentual dos que poderiam votar nele oscilou para cima, de 47% para 49%.
  5. Oscilação favorável a Lula na avaliação do governo — A aprovação da gestão passou de 45% para 46%, enquanto a desaprovação foi de 48% para 47%. 
  6. Medo da volta da família Bolsonaro volta a superar o da reeleição de Lula — Após empate numérico na pesquisa anterior (43% para cada), o receio de um retorno dos Bolsonaro ao poder voltou a ficar numericamente à frente: 44% dizem temer mais esse cenário, ante 42% que temem mais um governo Lula.

Felipe Nunes, diretor da Quaest, afirma que a situação é de estabilidade nos dados de intenção de voto também quando se analisam os estratos, por exemplo, por região, sexo, raça, renda e escolaridade. A exceção se dá entre as pessoas que recebem Bolsa Família. 

"Só há sinal de potencial mudança em um segmento: a vantagem do Lula sobre o Flávio entre beneficiários de programas sociais aumentou, saiu de 29 pp para 37 pp", diz o professor. 

Nunes aponta que tanto Flávio Bolsonaro quanto Lula têm uma taxa "muito alta" de retenção dos eleitores que votaram neles no primeiro turno. O candidato do PL retém 94% e Lula, 95%. 

"Os 9 milhões de eleitores que votaram em outras alternativas (6%) estão se distribuindo mais para o Flávio (43%), do que para o Lula (37%). No eleitor que diz não ter ido votar ou que votou branco/nulo acontece o inverso: 40% dizem que agora votam Lula e 36% Flávio", diz Nunes.

De uma semana para outra, a rejeição a Lula caiu de 53% para 47%. A rejeição a Flávio Bolsonaro oscilou dois pontos para baixo, de 54% para 52%. 

A rejeição a Flávio é maior entre os beneficiários do Bolsa Família: 68% afirmam que não votariam nele. Nesse grupo, 27% rejeitam Lula. 

Quaest, 2º turno: rejeição dos candidatos à Presidência — Foto: Arte/g1 

A Quaest mostra também a transferência de votos do primeiro para o segundo turno, com as evoluções desde a pesquisa anterior, de uma semana atrás. 

A margem de erro para esses recortes varia e é maior, porque são grupos menores de eleitores. 

Gráfico mostra transferência de votos e variação em relação à pesquisa anterior — Foto: Reprodução/Quaest 

Eleitores de Augusto Cury no 1º turno (margem de erro: 17 pontos)

  • Declaram voto em Lula: passou de 34% no dia 14 de outubro para 48% agora
  • Declaram voto em Flávio Bolsonaro: passou de 30% para 33%
  • Branco/nulo/não vai votar: passou de 30% para 16%
  • Indecisos: passou de 6% para 3%

Eleitores de Ronaldo Caiado (margem de erro: 24 pontos)

  • Flávio Bolsonaro: passou de 42% para 57%
  • Lula: passou de 23% para 21%
  • Branco/nulo/não vai votar: passou de 33% para 22%
  • Indecisos: passou de 2% para 0

Eleitores de Renan Santos (margem de erro: 20 pontos)

  • Flávio Bolsonaro: passou de 40% para 51%
  • Lula: passou de 14% para 25%
  • Branco/nulo/não vai votar: passou de 43% para 24%
  • Indecisos: passou de 3% para 0

Eleitores que não votaram ou votaram em branco/nulo (margem de erro: 6 pontos)

  • Lula: passou de 43% para 40%
  • Flávio Bolsonaro: passou de 38% para 36%
  • Branco/nulo/não vai votar: passou de 17% para 21%
  • Indecisos: passou de 2% para 3%

Quaest, 2º turno: espontânea — Foto: Arte/g1 

Na pesquisa espontânea, quando os eleitores entrevistados respondem sem ver os nomes dos candidatos, Flávio Bolsonaro e Lula têm 40% cada um. 

O número de indecisos passou de 7% para 14% desde a semana passada, e o percentual de votos em branco e nulos variou de 8% para 6%. 

"O dado mais impressionante da pesquisa, no entanto, é aquele que abre o questionário: no voto espontâneo, Flávio e Lula têm o mesmo percentual de intenção de voto: 40%. O que cresceu da rodada anterior foi a indecisão. Dobrou. Saltou de 7% para 14%", analisa Felipe Nunes, diretor da Quaest.

Entre as mulheres, o percentual de indecisos passou de 8% para 17%. Entre os eleitores independentes -- que não são nem petistas nem bolsonaristas, nem de direita nem de esquerda --, a parcela de indecisos foi de 13% para 31%. 

A Quest perguntou aos eleitores se a decisão de voto deles era definitiva ou se ainda podia mudar. Veja o que os entrevistados responderam: 

  • É definitiva: 90%
  • Pode mudar: 10%

Entre eleitores de Lula, 90% dizem que a decisão é definitiva e 9%, que ainda podem mudar o voto. Entre eleitores de Flávio Bolsonaro, os números são 93% e 7%, respectivamente. 

Entre os entrevistados, 54% acham que Flávio Bolsonaro vai vencer a disputa (eram 53% na pesquisa anterior), e 37% apontam Lula como favorito (eram 35%).

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