No último dia 10 de março, com presença de desembargadores, juízes, promotores, advogados e professores, foi fundada a Academia Caririense de Direito.
A sessão de fundação foi presidida por Roberto Victor Ribeiro, presidente de Honra da Academia Brasileira de Direito e presidente da Academia Cearense de Direito, e eleito o advogado Jonas Gomes de Matos para ser o presidente da entidade.
Estiveram presentes diversas autoridades, dentre elas os Desembargadores Raimundo Nonato Silva Santos, Clóvis Valença e Jaime Medeiros. Também presenciaram a fundação os doutores Lucas Aragão, juiz federal, Rafael Couto e Alessandra Magda, promotores de Justiça, e Francivaldo Vavá Lemos, diretor da OAB-CE.
No discurso, o desembargador Raimundo Nonato proferiu o orgulho e a honra da região em ter uma academia jus cultural e agradeceu a Roberto Victor: "Presidente Roberto Victor é o idealizador e fundador desta Casa, a quem a história do Cariri jurídico deve imensa gratidão. Este sonho tem um nome antes de ter uma instituição. O nome do Doutor Roberto Victor Pereira Ribeiro, que concebeu acreditou e perseverou — e que hoje vê, com os olhos que só o visionário tem, a semente que plantou transformar-se em árvore. Em nome de todos os fundadores: obrigado".
A academia tem, por finalidade, o estudo do Direito em todos os seus ramos, o aperfeiçoamento do ensino e a difusão dos diversos matizes jurídicos.
O presidente de honra será o ministro Teodoro Silva Santos, do Superior Tribunal de Justiça.
Renato de Faria, filósofo,doutor em educação e mestre em Ética. Professor.
Se a história fosse um gráfico, provavelmente veríamos um certo declínio — ou ao menos algumas curvas negativas em momentos específicos. Sem querer ser muito funcionalista, suspeito que isso tenha relação com o esvaziamento de certas instituições sociais.
Instituição de primeira importância, curiosamente ignorada nos livros de ciência política. Estes preferem estudar apenas instituições pornográficas: câmaras, senados, ministérios e afins — ambientes propícios ao exercício do poder, esse estranho fetichedos impotentes. O boteco autêntico, por sua vez, permanece como o verdadeiro outsiderda vida social: um termômetro espontâneo do sentimento coletivo.
Ao longo do tempo, esse espaço mudou de forma, decoração e até de cardápio, mas preservou algo essencial: a conversa franca entre conhecidos e desconhecidos, o debate casual, a reclamação que aos poucos se transforma em ideia. Entre copos e petiscos surgem opiniões, alianças improvisadas e pequenas faíscas de pensamento coletivo que muitas vezes refletem — ou até antecipam — o humor das ruas.
Em Minas Gerais, essa vocação histórica do boteco ganha ainda mais peso simbólico. Não é difícil imaginar que, ao redor de mesas muito parecidas com as de hoje, os inconfidentestenham trocado confidências, planos e indignações contra a Coroa. Muito antes de se tornarem personagens de livros de história, revoluções e movimentos políticos nasceram em conversas informais, alimentadas por vinho, cachaçae inconformismo.
Nesse sentido, o boteco funciona como uma pequena arena democrática: um lugar onde ideias circulam livremente e onde, de vez em quando, a história começa a tomar forma.
Talvez por isso seja tentador repetir: Habermasfalou da Esfera Pública em cafés e encontros literários porque não conheceu o Bar do Chicão e sua imortal Academia de Copos e Letras — espaço onde cidadãos comuns discutem o mundo, trocam argumentos e constroem, de maneira improvisada, algo parecido com uma opinião coletiva, felizmente livre de podcasts e de outras manifestações da obesidade informacional.
Mas o boteco é mais do que um fórum improvisado. Ele é também uma experiência pedagógica.
Existe ali uma espécie de educação informal da convivência: aprende-se a ouvir, a discordar, a contar melhor uma história e, principalmente, a rir de si mesmo. No boteco, o professor conversa com o pedreiro, o estudante debate com o aposentado, e ninguém precisa apresentar currículo para ter direito à palavra.
Entre uma rodada e outra, a vida alheia vira espelho — e a própria vida ganha novas interpretações. Quer exemplo mais claro de Esfera Pública?
É por isso que, quando algum bar encerra suas atividades, dando lugar a uma farmácia, igreja ou loja de suplementos alimentares, morre com ele também um ideal de vida, um termômetro saudável da convivência humana que celebra, em cada tira-gosto, a importância de alguns pactos civilizatórios.
No bar também se aprende algo essencial: contar piadas e rir da própria desgraça. Curiosamente, isso também funciona como um excelente marcador de ascensão ou decadência social. Se você não tem um amigo que, ao lembrar de um assunto, imediatamente lembra de uma piada relacionada, cuidado: pode ser apenas um holograma fabricado por inteligência artificial. Boas companhias mantêm sempre um arsenal irônico.
Contar uma boa piada, aliás, é uma arte subestimada. Não basta repetir o que se ouviu. É preciso sentir o momento, medir o silêncio e perceber o humor da mesa. Há nisso um pequeno talento teatral. Uma boa piada é quase um conto: tem ritmo, tem clima, tem desfecho.
E, sobretudo, tem generosidade. Quem conta uma piada está oferecendo alguns segundos de leveza aos outros. Sororidade, empatiae comunicação-não-violenta, como diriam os “academicuzinhos”.
Infelizmente, essa habilidade parece estar desaparecendo na sociedade do desempenho, onde tudo precisa produzir resultado e eficiência. Até a conversa virou instrumento: fala-se para se posicionar, para demonstrar propósito, para acumular capital simbólico. O humor — inútil no melhor sentido da palavra — vai ficando de lado.
Quando desaparece a piada, essa antiga tecnologia de sobrevivência emocional, desaparece também uma forma muito humana de lidar com a vida. Some esse método coletivo de metabolizar a tragédia cotidiana: o chefe difícil, o salário curto, a política desanimadora, o time que perde no último minuto.
No boteco sempre aparece alguém capaz de transformar a própria derrota em anedota. E nisso existe uma sabedoria profunda. Rir da própria desgraça não resolve o problema — mas muda a relação com ele. A piada cria comunidade porque todo mundo reconhece ali um pedaço de si.
Quer mais provas de que o boteco deveria ser celebrado como uma instituição social?
O esvaziamento desse espaço de humanização parece caminhar lado a lado com a expansão de outros ambientes de desumanização: academias de crossfit, prateleiras de livros de autoajuda, remédios estabilizadores de humor, aplicativos que contam passos, monitoram o sono e medem até a frequência com que você respira errado.
No boteco, a linguagem continua humana — brutalmente humana. Ali alguém conta que perdeu dinheiro, levou um fora, brigou com o chefe ou cometeu uma burrice monumental, e de repente aquilo vira uma história engraçada.
Numa boa mesa de bar, ninguém suporta por muito tempo alguém que se leva a sério demais. O sujeito começa a discursar como se estivesse numa conferência da ONU e logo surge alguém dizendo: — Calma, professor. Termina a cerveja primeiro.
É um mecanismo de equilíbrio social rudimentar, mas extremamente eficaz.
Talvez seja por isso que o desaparecimento desse ambiente funcione como um marcador silencioso de decadência social. Quando as pessoas deixam de se reunir para rir de si mesmas, passam a procurar outros lugares para inflar a própria importância. E esses lugares costumam ser bem mais perigosos.
A história está cheia de exemplos de gente incapaz de contar uma piada sobre si mesma — e quase todos terminaram em algum tipo de problema coletivo. Ditadores raramente frequentam botecos. Não há registro confiável de que Hitler tivesse paciência para ouvir anedotas sobre seu bigode. Stálin também não parecia muito disposto a rir de si próprio; quem tentava geralmente acabava promovido a hóspede permanente da Sibéria.
No fundo, o boteco produz uma forma curiosa de inteligência coletiva: uma inteligência bem-humorada. Ela não resolve os grandes problemas do país, é verdade. Mas impede que a gente enlouqueça completamente tentando resolvê-los sozinho.
Talvez aí esteja a verdadeira sacada sociológica. Enquanto muitos acreditam que o avanço da civilização depende de mais produtividade, inteligência artificial, algoritmos, disciplina e autocontrole, pode ser que uma parte considerável da sanidade social dependa, na verdade, de três coisas muito mais simples:
Nesta quarta-feira (11), às 10h, em Solonópole, o governador Elmano de Freitas realiza a entrega de tablets a alunos da rede estadual no município e inaugura o Centro de Educação Infantil Professora Diana Maria Pinheiro.
O investimento no CEI é de R$ 2.204.010,00 e ele conta com berçário, dormitório, quatro salas de referência, banheiros infantis, refeitório, cantina, cozinha, além do bloco administrativo, com salas de espera, diretoria e coordenação, entre outros ambientes. A capacidade de atendimento é de 208 alunos.
Na ocasião, serão 273 alunos beneficiados com a entrega do tablet, que servirá como ferramenta para auxiliar no aprendizado.
Serviço
Entrega de tablets a estudantes e inauguração do CEI Professora Diana Maria Pinheiro Data: 11/03/2026 (quarta-feira) Horário:10 horas Local: Rua Carlos Freire Machado, s/n, Simião Machado – Solonópole /CE
A História é conexão, contato, cruzamento, múltiplas possibilidades dentro de uma linha científica, que precisam ser orientadas, analisadas; destrinchadas e contadas.
Tem História em todo canto, pois o homem é um ser histórico e, como ensina Marc Bloch: “a História é a ciência dos homens no tempo”.
Inseridos na cidade, essas histórias se conectam e narram e revelam as disputas e sagas das gentes e das temporalidades.
O evento “Nossa CearenCidade: Personalidades & Logradouros”, que será realizado nos Jardins da Casa Branca, sede do TRT-7, dia 13 de março de 2026, às 16h30, contará com a exposição do historiador Sandoval Matoso, que conduzirá uma reflexão sobre a História como campo de conexões, encontros e múltiplas possibilidades de interpretação, a partir da abordagem sobre duas personalidades que se conectam não somente pela contemporaneidade dos fatos históricos que estão inseridas, mas também, pela disposição dos logradouros que carregam seus nomes - ruas Costa Barros e Pereira Filgueiras (paralelas, que se encontrarão no infinito?!) que ligam o centro à área nobre da capital e revelam o quão distantes eram essas dias figuras históricas, ou seja, o quão praticamente impossível seria estarem juntos - assim como as paralelas.
A iniciativa integra as ações formativas e culturais da Escola Judicial e reforça o compromisso do TRT da 7ª Região com a promoção do conhecimento, da memória histórica e da reflexão crítica sobre a sociedade cearense.
Data: 13 de março de 2026
Horário: 16h30
Local: Jardins da Casa Branca – sede do TRT da 7ª Região
No percurso político pelas regiões do Ceará, chego aos sertões dos Inhamuns. É uma região rica em histórias, marcada pela superação de adversidades e pela presença de fortes lideranças políticas. Ali, a política se move muito na base das torcidas familiares organizadas. Feitosa, Mota, Aguiar, Montes, Noronha, Cavalcante, Sousa Bastos, Vieira e Bastos são alguns dos sobrenomes que pesam e influenciam.
O líder político dos Inhamuns se chama Domingos Filho. O presidente do PSD no Ceará foi deputado estadual, presidiu a Alece, foi vice-governador e é conselheiro em disponibilidade do Tribunal de Contas do Estado. Atualmente, por decisão judicial, comanda a poderosa Secretaria do Desenvolvimento Econômico. Domingos fez da filha, Gabriella Aguiar, deputada estadual e vice-prefeita de Fortaleza. A esposa, Patrícia Aguiar, está no sexto mandato de prefeita de Tauá, e o filho, Domingos Neto, é deputado federal. Muito poder concentrado.
Domingos não para de articular a presença do seu partido e até mesmo da família na alta escalação do Estado. Hoje se movimenta para estar na chapa ao Senado ou indicar um nome para vice-governador. Entre as possibilidades citadas por aliados na região estão Jade Romero, Cláudia Brilhante ou Patrícia Aguiar.
Seus opositores na região estão distantes no campo do prestígio político. Audic Mota não conseguiu consolidar o projeto de ser um forte opositor e acabou sem mandato. Chiquinho Feitosa é opositor eventual. Já Genecias Noronha mantém maior presença política: tem um filho deputado federal, conta com o apoio de seis prefeitos e consolidou sua posição de opositor ao governo no Ceará. Genecias lembra ainda que teve um irmão suplente do então senador José Pimentel e que havia acordo para assumir o mandato, o que não teria sido honrado, episódio que, segundo ele, ajudou a levá-lo para a oposição ao PT.
Os votos estão sobre a mesa. Cada deputado estadual conhece sua capacidade limite de votação em outubro. Dependentes de candidaturas majoritárias, prefeitos e vereadores, os atuais deputados fazem contas todos os dias. O choro é grande por votos e por dinheiro para bancar a campanha.
Deputados estaduais do PDT e do União Brasil estudam trocar de partido. Fernando Hugo e Lucilvio Girão estão procurando acomodação e miram até mesmo o PDT ou o Solidariedade. Larissa Gaspar deseja se filiar ao PSOL.
O secretário Chagas Vieira classificou como “cena bizarra” o diálogo entre Ciro Gomes e o deputado Capitão Wagner, em que o militar reformado afirma que, se Ciro precisar, ele será seu “segurança”. Ciro respondeu: “Venha ser meu senador”.
Chagas lembrou que Wagner foi responsável por motins durante o governo Cid Gomes e que Ciro costumava chamá-lo de “miliciano”.
O município de Icó foi o primeiro a entregar casas prontas do programa Minha Casa Minha Vida Rural. A solenidade, liderada pela prefeita Aurineide Amaro de Sousa, ocorreu no distrito de Lima Campos e contou com a presença da ex-prefeita Laís Nunes, que iniciou as obras.
No sertão, antigas casas de taipa estão sendo substituídas por moradias de alvenaria, com reboco, banheiro e água tratada. “É uma vida nova”, disse Laís Nunes.
O presidente do Podemos no Ceará, Bismarck Maia, anunciou a filiação dos filhos Eduardo Bismarck, deputado federal, e Guilherme Bismarck, suplente no exercício do mandato, ao partido.
Bismarck também abriu espaço para novos nomes. “Vamos montar chapas para deputado federal e estadual aproveitando a janela partidária”, declarou. Fernando Hugo e Lucilvio Girão estão no radar do Podemos.
A entrega do título de cidadão de Nova Russas ao senador Cid Gomes pode se transformar em grande ato político. Apoiadores do pré-candidato ao Senado, deputado Júnior Mano, organizam caravanas para prestigiar a solenidade. Cid confirmou presença na sexta-feira, no final da tarde, em Nova Russas.
Coube ao médico e deputado Heitor Ferrer mobilizar a sociedade em busca de um doador de medula óssea para o deputado Sargento Reginauro. O caso é considerado grave, pois o câncer está avançando. O Governo do Estado também mobiliza servidores públicos em campanhas de doação para ampliar as chances de encontrar um doador compatível.
O deputado José Guimarães, ao responder à imprensa sobre sua candidatura ao Senado Federal, afirmou que o senador eleito precisa ser fiel ao governo Lula, defender o Ceará e ser cem por cento municipalista. “Por isso estou me colocando como candidato ao Senado”, declarou.
Em cerimônia comandada pelo governador Elmano de Freitas, nesta terça-feira (10), no Centro Integrado de Segurança Pública (Cisp), em Fortaleza, 145 cadetes da Polícia Militar do Ceará (PMCE) foram declarados aspirantes a oficiais. Eles irão desempenhar funções de comando, fiscalização e gestão administrativa em todo o estado. O momento também contou com as presenças do secretário da Segurança Pública e Defesa Social, Roberto Sá; do comandante-geral da corporação, coronel Sinval Sampaio; entre outras autoridades.
“É uma alegria estar aqui. São homens e mulheres que fizeram um longo curso e que nesse momento se encerra um processo de formação. Agora vem outro momento no qual irão mostrar tudo o que aprenderam na academia e eu tenho certeza que será muito importante para a Polícia Militar”, destacou o governador Elmano de Freitas.
Os policiais militares passarão seis meses de aspirantado, divididos em duas fases de três meses cada, para então serem promovidos a 2º tenente. Uma fase deve ser realizada na Capital ou na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) e outra a ser cumprida no interior.
Roberto Sá explicou a importância da chegada dos novos aspirantes para a PMCE.“Estamos falando de uma instituição bicentenária no nosso país, fundamental para o nosso exercício de ir e vir. Homens e mulheres que efetuam a prevenção e, sempre que necessário, estão sempre à disposição de outras demandas. Hoje recebemos o fruto de toda a liderança, os jovens aspirantes, link entre o estratégico, tático e operacional. É extremamente importante para nós”, disse.
Os profissionais da segurança pública agraciados nesta terça, 124 homens e 21 mulheres, começaram o Curso de Formação de Oficiais (CFO) na Academia Estadual de Segurança Pública do Ceará (Aesp-CE) em fevereiro de 2024, concluindo o período, com 4.742 horas aulas, em fevereiro deste ano.
Coronel Sinval Sampaio, comandante-geral da corporação, comemorou a chegada do reforço para a PMCE, falando com propriedade sobre o papel dos oficiais na instituição. “São dois anos para que todos se tornem líderes. Eles vão comandar pessoas e compreender quais as necessidades do nosso policiamento. Serão os homens e as mulheres que irão arrastar outros homens e mulheres para o cumprimento da missão. Esse é o papel principal do oficial, ser aquele que guia, que conduz suas tropas para que o trabalho seja feito”, ressaltou.
Os militares tiveram aulas de atendimento pré-hospitalar, criminologia, direito, gestão de pessoas, ética e cidadania, mediação e resolução de conflitos, planejamento, defesa pessoal, armamento, inteligência policial, tipos de policiamento, condução de veículo de emergência, psicologia aplicada ao policial militar, entre outros.
Diretor-geral da Aesp, Leonardo Barreto exaltou o esforço dos novos profissionais e agradeceu o apoio do governador Elmano de Freitas. “O dia de hoje é um dia abençoado para o Ceará e para as nossas forças de segurança. Desde o início de seu mandato, o nosso governador disse que daria melhores condições para os nossos profissionais e isso vem sendo cumprido. Foram dois anos de formação árdua, com um intercâmbio de conhecimentos, para que vocês pudessem trocar de civil para militar. Hoje, todos estão aqui coroando, fechando esse ciclo, para uma carreira de proteção para o nosso povo. Obrigado, governador”, comentou.
Realização
Além do amor pela PMCE, Andrey Lisboa e Klysmani Alves dividem a paixão de um pelo outro. Como um verdadeiro casal, a dupla serviu de apoio mútuo durante toda a trajetória do curso de formação. “A gente se conhece há oito anos e nos conhecemos estudando para um concurso da PM. Ele conseguiu (na época) a aprovação e eu segui na luta, mas sempre com seu apoio”, destacou Klysmani, ao detalhar a perseverança do casal, que conseguiu ser aprovado no mesmo concurso anos depois.
“Com toda a rotina pesada de estudo, com o apoio dela ficou mais fácil”, disse Andrey. O policial militar afirmou que desde quando entrou na corporação já pensava em alcançar postos maiores. “Todo mundo sonha em ser oficial. Felizmente consegui. Estou bastante feliz em estar com ela, com minha família vendo tudo isso”, disse.
“É uma realização tudo isso. Um sentimento de dever cumprido por conseguir concluir todo esse percurso, essa etapa, acordando cedo, se esforçando. Agora é prestar o melhor serviço para a nossa população”, completou Klysmani.
Investimentos que dão resultado
Desde 2023, mais de 3.200 agentes da segurança pública foram nomeados ou entraram em período de formação, outras 2.124 vagas estão abertas por meio de concursos em andamento. Além disso, 1.172 viaturas (sendo 110 com blindagem) e 4.732 armas (com investimento superior a R$ 15 milhões) foram entregues.
Em fevereiro de 2026, o Ceará teve o mês menos violento de sua história. O número de Crimes Violentos Letais e Intencionais (CVLIs) apresentou redução de 31.6% em todo território cearense, sendo mais de 70% em Fortaleza e superior a 50% na RMF. Maranguape e Maracanaú não apresentaram homicídios no período.
O primeiro bimestre deste ano, inclusive, também apresentou redução nos números de Crimes Violentos contra o Patrimônio (CVPs), com os roubos caindo 41,3% no Ceará e 52,6% na RMF.
O projeto de lei que viabiliza a permuta para a construção da nova sede da Câmara Municipal de Fortaleza (CMFor) começou a tramitar nesta terça-feira (10), no Plenário Fausto Arruda. A matéria permite a troca entre o terreno da atual sede do Poder Legislativo Municipal, localizado no bairro Luciano Cavalcante, e o terreno do antigo Mucuripe Club, no Centro da cidade.
Para isso, a proposta desafeta o terreno público e autoriza a permuta pelo imóvel privado, classificando o novo bem público como de uso especial para a instalação da nova sede do Legislativo Municipal. Após leitura no expediente do dia, a proposta seguiu para apreciação das comissões da Casa.
Segundo laudo técnico emitido pela Secretaria Municipal das Finanças (Sefin), a área da Câmara está avaliada em R$ 39.522.948,94, enquanto a área total do antigo Mucuripe Moda Center foi avaliada em R$ 40.098.543,71. Apesar de o terreno privado ter valor maior, não haverá qualquer tipo de contrapartida financeira.
O projeto enviado pela Prefeitura de Fortaleza atende a um pleito da Câmara de Fortaleza, que busca transferir sua sede para o Centro da cidade, com o objetivo de aproximar os vereadores da população e contribuir para a requalificação da região.
Presidente da CMFor, o vereador Leo Couto (PSB) ressaltou que o retorno da Câmara ao Centro reforça o compromisso da Casa do Povo com a democratização do acesso aos serviços públicos. A região recebe diariamente mais de 160 mil pessoas, concentra uma das maiores populações trabalhadoras da capital e é atendida por mais de 100 linhas de ônibus. Ainda assim, o bairro perdeu, nos últimos anos, comércios e serviços devido à falta de políticas de requalificação urbana.
“Quando a gente fala em requalificação do Centro, a gente pensa em recuperar tudo o que o Centro um dia já teve e preservar a história da nossa cidade. Com a Câmara vindo, a gente ajuda a trazer mais segurança, porque haverá mais pessoas circulando nas ruas, utilizando os espaços públicos e consumindo. São mais de mil funcionários que a Câmara trará para o Centro, além de vereadores e dos atendimentos ofertados gratuitamente. E o mais importante: estaremos mais próximos da população que mais precisa do que no Luciano Cavalcante”, frisou Leo Couto.
Funcionamento até a transferência
O projeto de lei assegura o funcionamento da Casa na atual sede, uma vez que condiciona a transferência do termo de posse do imóvel à conclusão das obras e à efetiva mudança das atividades legislativas para o novo endereço.
Além disso, conforme informado anteriormente por Leo Couto, a proposta também não prevê pagamento de aluguel pela permanência no atual local por três anos (36 meses) — prazo estimado para a conclusão das obras.
A expectativa, segundo o presidente, é que a matéria seja aprovada ainda nesta semana. Em seguida, poderá ser lançado o edital de licitação para a elaboração do projeto com detalhamento arquitetônico, de engenharia, elétrico, hidráulico e urbanístico, além do planejamento de execução da obra. Esse tipo de processo se caracteriza como contratação integrada, conforme explica o diretor-geral da Casa, Emanuel Ângelo.
“Há uma tipo de contratação pública, que é a integrada, pela qual você licita uma empresa ou consórcio para ser responsável por praticamente tudo da obra, desde a parte de projeto (arquitetônico e de engenharia), orçamento até a execução e entrega do empreendimento”, detalhou.
A barragem Germinal, localizada nos limites entre os municípios de Palmácia e Pacoti, no Maciço de Baturité, começou a sangrar após as recentes chuvas que atingiram a região. O reservatório é responsável pelo abastecimento hídrico do município de Palmácia e de diversas comunidades próximas.
A Germinal é considerada uma barragem de concepção inteligente: possui grande profundidade e um espelho d’água relativamente pequeno, característica que reduz significativamente as perdas por evaporação. Além disso, está situada em um trecho do rio Pacoti com boa vazão, fator que favorece seu rápido enchimento durante períodos de inverno mais intensos.